
Serviços de saúde estão mais caros a partir de hoje. Novo ano começa com a actualização das taxas moderadoras.
A s taxas moderadoras da saúde sofrem um aumento de 2,1% a partir de hoje, de acordo com a portaria ontem publicada em Diário da República. Nove meses depois de os valores serem actualizados e da introdução do pagamento das cirurgias em ambulatório e internamentos, os serviços de saúde voltam a aumentar de custo.
Data de Abril a entrada em vigor de uma medida que, quando foi aprovada, foi amplamente criticada pelos movimentos de utentes, mas que acabou por ser aplicada sem contestação. A cirurgia em ambulatório e o internamento, até então gratuitos, passaram a ser cobrados nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.
Na mesma altura, consultas, exames de diagnóstico e todos os outros cuidados assistenciais sofreram uma actualização de 2,3%.A partir de amanhã, as taxas moderadoras aumentam 2,1%, valor calculado em função da inflação prevista, justifica o Ministério da Saúde.
Assim, uma consulta passa a custar 2,15, 2,9 ou 4,4 euros, dependendo de ser realizada no centro de saúde, hospital distrital ou hospital central.
Da mesma forma, o recurso à urgência é cobrado de forma diferenciada conforme o tipo de unidade de saúde 3,6, 8,2 e 9,2 euros, respectivamente.A diária de internamento (até dez dias) passa a custar 5,1 euros (mais dez cêntimos do que no ano passado) e uma cirurgia em ambulatório 10,2 euros (eram dez).No que respeita a exames de diagnóstico, a taxa de um electrocardiograma simples é um euro, de uma radiografia é 1,7 euros e de uma densitometria óssea é de 5,4 euros. Uma tomografia computorizada será cobrada a 8,1 euros, um electroencefalograma a 6,7, uma ressonância magnética a 20,5 e um exame vascular a 16,2.
Com a cobrança das taxas moderadoras dos serviços de saúde, o Estado prevê cobrar cerca de 16 milhões de euros por ano.
in http://jn.sapo.pt/2008/01/01/nacional/servicos_saude_estao_mais_caros_a_pa.html
Os aumentos vão sentir-se em vários sectores. Nas portagens os preços subiram, em média, 2,6%. As viagens entre Lisboa-Porto e Lisboa-Algarve custam agora mais 55 cêntimos.
Ao nível dos transportes públicos, os aumentos vão ser de 3,9%. Os utentes dos transportes suburbanos serão os mais penalizados. Os passes combinados vão custar, pelo menos, mais um euro e cinco cêntimos.
Quanto à água, as subidas serão definidas pelas Câmaras Municipais, mas ninguém escapa a um aumento de 2,1%, a inflação prevista para este ano.
Os aumentos do gás podem chegar quase aos 6%. Na electricidade, a entidade reguladora aponta para aumentos de 2,9%, o que, na factura mensal, se traduz numa despesa adicional de cerca de um euro.
O pão também vai ficar mais caro, muito por culpa do aumento do preço da farinha de cereais. Em alguns casos, a subida pode chegar aos 30%. Uma tendência que, mais tarde, pode chegar ao arroz.
Também os fumadores não se livram de um aumento de 15%. Um maço poderá custar mais 30 cêntimos.
Em 2008, as rendas de casa sobem cerca de 3%.


















