Este podia bem ser o título de uma das aventuras policiais do Comissário Maigret ou das elaborações intelectuais de Nero Wolfe. Não sei se não mereceria mesmo a actuação conjugada das duas personagens no mesmo “palco do crime”. E como a maior parte dos enigmas, neste “caso” descreve-se com facilidade o que acontece, mas não se sabe porque acontece, tal como no mito do triângulo das Bermudas: tudo desaparece (simples), mas não se sabe porquê (merece investigação especializada e não se sabe se algum dia haverá resposta). Passemos então adiante, ao que é simples, já que para mais, terá de ser alguém mais dotado que eu a procurar entender:
Quando a actual gestão da Câmara de Loures – a tal gestão da “mudança” – chegou ao poder, muito se queixou que não havia dinheiro, mas enquanto se queixava, ia inaugurando as obras que a anterior gestão deixou feitas ou a fazer. Ou seja, dá para perceber. Se se gastou o dinheiro em obras públicas, este não estava guardado num cofre, num banco ou mesmo debaixo de um colchão. Não era possível fazer como Tio Patinhas, mergulhar numa imensa piscina de dinheiro. Estava aplicado!
Cinco longos e arrastados anos depois, o Concelho de Loures “vai sentindo a mudança”: Novas escolas não há, novas vias não se vêem, o Hospital parou, os centros de saúde fecham, o património cai, os investimentos na rede de abastecimento de água estão suspensos, os contentores do lixo já não são lavados, o PDM agoniza, os bairros de génese ilegal têm alucinações, as viaturas municipais param por falta de peças, os cães vadios já não são recolhidos, a actividade cultural é uma miragem, do Estádio do GS Loures nunca mais se ouviu falar. A lista não tem fim. É o espelho da “mudança”.
Entretanto, prossegue o enigmático discurso de “não há dinheiro”, o que adensa o mistério. Loures, é o 5º maior município do país e não terá, nunca teve, dinheiro para tudo. Contudo, isto é diferente de agora não ter dinheiro para nada, certo ?!...
Pois bem, parece que não. Mas o que dá verdadeira profundidade e estranheza ao caso – digno dos mais hábeis investigadores - é o orçamento municipal de 2006. Foi preparado, elaborado e defendido pela actual gestão. De acordo com as regras orçamentais, foram previstas as receitas e foram decididas as verbas a afectar a cada rubrica de despesa, aos programas, às acções, aos parafusos, ao papel de fotocópia, aos detergentes da limpeza.
Mas eis quando afinal, os serviços municipais não podem usar as ditas rubricas orçamentais, porque as verbas lá inscritas não são para gastar, são apenas para olhar e sonhar… porque “não há dinheiro”. Ou seja, os carpinteiros sonham com os parafusos, mas não lhes podem tocar, os administrativos executam fotocópias mentais com a sua memória fotográfica e o pessoal da limpeza, vai limpando com água, até que as condutas de abastecimento rebentem de maduras (e já rebentam em muitos sítios) e depois desenvolverão um programa intensivo de limpeza a seco, com panos do pó que trarão de casa, porque panos do pó no armazém municipal é um luxo a que a Câmara de Loures não se pode dar!
Que “mudança” hein?!... Mas avulta o estranho caso do orçamento: para onde vai a “massa”, se não vai para as despesas que estavam previstas no orçamento ? Se não se queria gastar dinheiro naquelas coisas, porque é que se fez de conta que se queria ?
É um estranho caso.
Este espaço é de opinião. Concentra opinião publicada por outros meios, mas também textos originais. Uma e outros têm uma coisa em comum: expressam ideias e pontos de vista próprios, por vezes, fora do carreiro.
23.3.06
17.3.06
Quem acredita ? (parte II)
O Dr. Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho foi o candidato do PSD à Presidência da Câmara Municipal de Loures;
Foi com um título igual e um início parecido que, antes das eleições, escrevi sobre as minhas suspeitas que o Dr. Miguel Frasquilho seria um candidato “tirado da cartola” do PSD, sem qualquer ideia do Concelho de Loures e sem qualquer ideia para o Concelho de Loures.
Hoje, posso dizer que se confirma a minha tese. O Sr. Dr. Miguel Frasquilho foi eleito e que me conste não compareceu a uma única reunião da Câmara Municipal. O seu lugar está lá, mas sempre vago.
Entretanto, o PSD que já se sabia dividido, desorganizado e desorientado, vai-se embrulhando em decisões contraditórias, em que toda a gente retira a confiança política a toda a gente e ninguém põe ordem na casa.
Pelo meio e sem nenhuma surpresa propriamente, o segundo Vereador eleito pelo PSD, o Dr. Paulo Guedes da Silva, destacado tribuno social-democrata na Assembleia Municipal durante o anterior mandato autárquico, que se notabilizou pelos persistentes e por vezes inflamados ataques à “governação” autárquica do PS, aparece agora como o lobo que virou cordeiro ou numa versão mais prosaica e politicamente incorrecta, o queijo que virou limiano, sustentando a maioria socialista e as suas políticas.
Isto é, com o Dr. Paulo Guedes da Silva, o PS adquire no órgão municipal a maioria absoluta que os eleitores lhe recusaram na urna.
Bem que eu tinha advertido os eleitores social-democratas para acautelarem a tempo o destino dos seus votos. Acato não ter sido ouvido, mas aí está a realidade nua e crua. O Dr. Frasquilho está desaparecido em parte incerta e o Dr. Guedes da Silva, subjugado em parte certa.
É pois claro que as estruturas do PSD apostaram na vitória do PS no Concelho de Loures. Ou porque acreditam que quanto pior melhor e esperam vir a ganhar alguma coisa no futuro com a gestão desastrosa do PS ou porque acreditam (ou sabem) que o PS lhes facultará uns “lugares” onde o que menos interessa é o Concelho e o que mais interessa são as retribuições e as prebendas.
A não ser assim, o que explicaria a absolutíssima omissão do Dr. Frasquilho, a transmutação do Dr. Guedes da Silva, o silenciamento das estruturas locais do PSD e a inacção do Dr. Marques Mendes ?
Pois, quem acredita que em Loures o PS não “engoliu” já os vereadores do PSD?
Os lugares começaram a ser distribuídos e o Dr. Guedes da Silva já tem um. Aposto que vai ter mais. E o Dr. Frasquilho há-de ser substituído e alguém mais terá lugares à disposição.
Quem me demonstra que estou enganado ?
Foi com um título igual e um início parecido que, antes das eleições, escrevi sobre as minhas suspeitas que o Dr. Miguel Frasquilho seria um candidato “tirado da cartola” do PSD, sem qualquer ideia do Concelho de Loures e sem qualquer ideia para o Concelho de Loures.
Hoje, posso dizer que se confirma a minha tese. O Sr. Dr. Miguel Frasquilho foi eleito e que me conste não compareceu a uma única reunião da Câmara Municipal. O seu lugar está lá, mas sempre vago.
Entretanto, o PSD que já se sabia dividido, desorganizado e desorientado, vai-se embrulhando em decisões contraditórias, em que toda a gente retira a confiança política a toda a gente e ninguém põe ordem na casa.
Pelo meio e sem nenhuma surpresa propriamente, o segundo Vereador eleito pelo PSD, o Dr. Paulo Guedes da Silva, destacado tribuno social-democrata na Assembleia Municipal durante o anterior mandato autárquico, que se notabilizou pelos persistentes e por vezes inflamados ataques à “governação” autárquica do PS, aparece agora como o lobo que virou cordeiro ou numa versão mais prosaica e politicamente incorrecta, o queijo que virou limiano, sustentando a maioria socialista e as suas políticas.
Isto é, com o Dr. Paulo Guedes da Silva, o PS adquire no órgão municipal a maioria absoluta que os eleitores lhe recusaram na urna.
Bem que eu tinha advertido os eleitores social-democratas para acautelarem a tempo o destino dos seus votos. Acato não ter sido ouvido, mas aí está a realidade nua e crua. O Dr. Frasquilho está desaparecido em parte incerta e o Dr. Guedes da Silva, subjugado em parte certa.
É pois claro que as estruturas do PSD apostaram na vitória do PS no Concelho de Loures. Ou porque acreditam que quanto pior melhor e esperam vir a ganhar alguma coisa no futuro com a gestão desastrosa do PS ou porque acreditam (ou sabem) que o PS lhes facultará uns “lugares” onde o que menos interessa é o Concelho e o que mais interessa são as retribuições e as prebendas.
A não ser assim, o que explicaria a absolutíssima omissão do Dr. Frasquilho, a transmutação do Dr. Guedes da Silva, o silenciamento das estruturas locais do PSD e a inacção do Dr. Marques Mendes ?
Pois, quem acredita que em Loures o PS não “engoliu” já os vereadores do PSD?
Os lugares começaram a ser distribuídos e o Dr. Guedes da Silva já tem um. Aposto que vai ter mais. E o Dr. Frasquilho há-de ser substituído e alguém mais terá lugares à disposição.
Quem me demonstra que estou enganado ?
14.2.06
Grandes Projectos… Falhados.
Gosto de estar a par das novidades, em especial no Concelho de Loures. Por isso, entendo que é inevitável uma consulta periódica ao site na internet da Câmara Municipal. Em boa verdade, não o visitava desde vésperas das eleições autárquicas.
Com este novo mandato, seria de admitir que no espaço dedicado aos “grandes projectos” lá viesse a encontrar algo de novo. E de facto, é um espaço de regalar, o título é que não parece adequado. Embora no domínio da realidade virtual, atrevo-me a propor um título mais adequado: “Grandes Projectos Falhados”
Vejamos, pela ordem apresentada, o “estado na nação”:
Hospital – A gestão PS da Câmara Municipal de Loures tudo fez para “apropriar” o projecto do Hospital de Loures que lhe é muito anterior. Tentou fazer crer que com os “outros” tudo era projectos, mas que agora o Hospital se concretizaria, mesmo que nada tivessem a ver com essa concretização. Bom, pelos vistos teremos de esperar que os “outros” voltem, para que haja Hospital! Falhanço I
Metro Ligeiro de Superfície – Aparentemente é apenas um projecto ligeiro, porque não chega a ter um centímetro, muito menos um metro e à superfície não se vê nada que nos leve no mínimo à suspeição de que se concretizará. Já agora, o texto sobre a matéria refere-se a um enigmático “próximo ano”, para nunca sabermos qual é o ano certo ?!... Falhanço II
PROQUAL – Eis um projecto que tem por aí umas “coisinhas” a mexer. E digo “coisinhas” porque basta comparar os objectivos lá anunciados e qualquer cidadão menos atento depressa concluirá que se está muito, muito longe, dos propósitos se diz querer atingir. Se lhe juntarmos o anúncio que “o programa decorrerá até 2006”, estará tudo dito quanto à rotunda falha de mais um grande projecto. Falhanço III
Agência de Desenvolvimento Local – Na versão da gestão PS seria o alfa e o ómega do desenvolvimento económico concelhio. Até foram timidamente anunciadas figuras de proa da “moderna gestão”. Afinal, nem agência, nem desenvolvimento e até se duvida que tenha sido arranjado local para o grande projecto. Falhanço IV
Polícia Municipal – Este grande projecto seria o beta e o delta da segurança, da salvaguarda, da tranquilidade dos cidadãos. Falhanço V
Observatório de Segurança – Limita-se a um protocolo com a Universidade Católica, para a interpretação estatística “sobre a situação, a evolução e as expectativas da população de Loures a respeito da Segurança nas suas diversas formas, desde a pessoal à doméstica e à dos haveres”. E isso serve para quê ?
Tenham paciência, se fosse apenas um projecto, ainda vá que não vá, agora grande projecto ? Falhanço VI
Parque das Nações – É um grande projecto, sem dúvida. Dizem-nos que “estão em estudo soluções alternativas que contemplem a transmissão de bens e infra-estruturas executadas pela Parque Expo até 31 de dezembro de 1999 no interior do território concelhio e, num cenário prospectivo, a criação de uma entidade bipartida (Loures / Parque Expo) para exploração das potencialidades ao nível da requalificação urbana da zona ribeirinha situada entre a margem norte do Trancão e Vila Franca de Xira”. Como não está datado, desconhece-se há quanto tempo estão a decorrer os tais estudos, o que sabemos é que na frente ribeirinha não está a haver qualquer requalificação, bem pelo contrário. Falhanço VII;
Projecto Loures Saudável – É um grande projecto do tempo dos “outros” mas pretendeu-se dar-lhe continuidade, o que é de aplaudir. E lá está um “pensamento estratégico” com efeito, mas o seu vértice principal – sistema local de saúde - está absolutamente comprometido. Proclama a apresentação do Plano que “se encontra em desenvolvimento o processo da construção do Hospital de Loures, cuja concretização permitirá preencher todos os requisitos - infra-estruturais e funcionais - com vista à criação do Sistema Local de Saúde do Concelho de Loures, bem como a uma melhor e mais eficaz prestação de cuidados de saúde aos nossos munícipes”. Se não há Hospital nenhum em desenvolvimento, se encerram CATUS, se não são construídas as indispensáveis extensões dos Centro de Saúde, tudo sob o ruidoso silêncio da gestão PS da Câmara Municipal de Loures, como é que Loures chega a saudável ? Falhanço VIII;
Revisão do PDM – Basta dizer isto: o PDM deveria ter ficado revisto em 2004 e ainda nem sequer começou. Falhanço IX;
Bairros de Génese Ilegal – Uma promessa cimeira da gestão PS que garantia, por escrito, na campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2001: “Concluir de imediato, a legalização dos Bairros Urbanos de Génese Ilegal, atribuindo-lhes alvarás de loteamento e criando condições para atribuição das respectivas licenças de utilização das construções”. Ora, ora, retumbante Falhanço X.
Pois é este o “estado da nação” dos “Grandes Projectos” da actual gestão da Câmara de Loures, mas para tudo há solução. Escolha uma a seu gosto:
a) O título muda para Grandes Projectos Falhados e a informação passa a ser fidedigna;
b) A gestão da Câmara muda de projectos e o filme começa de novo;
c) Apaga-se este capítulo no site e deixa logo de haver quem confronte a realidade com as promessas;
d) Elimina-se o site e pronto. É mais um projecto que vai para a gaveta, reduzem-se as despesas e os aborrecimentos…
Com este novo mandato, seria de admitir que no espaço dedicado aos “grandes projectos” lá viesse a encontrar algo de novo. E de facto, é um espaço de regalar, o título é que não parece adequado. Embora no domínio da realidade virtual, atrevo-me a propor um título mais adequado: “Grandes Projectos Falhados”
Vejamos, pela ordem apresentada, o “estado na nação”:
Hospital – A gestão PS da Câmara Municipal de Loures tudo fez para “apropriar” o projecto do Hospital de Loures que lhe é muito anterior. Tentou fazer crer que com os “outros” tudo era projectos, mas que agora o Hospital se concretizaria, mesmo que nada tivessem a ver com essa concretização. Bom, pelos vistos teremos de esperar que os “outros” voltem, para que haja Hospital! Falhanço I
Metro Ligeiro de Superfície – Aparentemente é apenas um projecto ligeiro, porque não chega a ter um centímetro, muito menos um metro e à superfície não se vê nada que nos leve no mínimo à suspeição de que se concretizará. Já agora, o texto sobre a matéria refere-se a um enigmático “próximo ano”, para nunca sabermos qual é o ano certo ?!... Falhanço II
PROQUAL – Eis um projecto que tem por aí umas “coisinhas” a mexer. E digo “coisinhas” porque basta comparar os objectivos lá anunciados e qualquer cidadão menos atento depressa concluirá que se está muito, muito longe, dos propósitos se diz querer atingir. Se lhe juntarmos o anúncio que “o programa decorrerá até 2006”, estará tudo dito quanto à rotunda falha de mais um grande projecto. Falhanço III
Agência de Desenvolvimento Local – Na versão da gestão PS seria o alfa e o ómega do desenvolvimento económico concelhio. Até foram timidamente anunciadas figuras de proa da “moderna gestão”. Afinal, nem agência, nem desenvolvimento e até se duvida que tenha sido arranjado local para o grande projecto. Falhanço IV
Polícia Municipal – Este grande projecto seria o beta e o delta da segurança, da salvaguarda, da tranquilidade dos cidadãos. Falhanço V
Observatório de Segurança – Limita-se a um protocolo com a Universidade Católica, para a interpretação estatística “sobre a situação, a evolução e as expectativas da população de Loures a respeito da Segurança nas suas diversas formas, desde a pessoal à doméstica e à dos haveres”. E isso serve para quê ?
Tenham paciência, se fosse apenas um projecto, ainda vá que não vá, agora grande projecto ? Falhanço VI
Parque das Nações – É um grande projecto, sem dúvida. Dizem-nos que “estão em estudo soluções alternativas que contemplem a transmissão de bens e infra-estruturas executadas pela Parque Expo até 31 de dezembro de 1999 no interior do território concelhio e, num cenário prospectivo, a criação de uma entidade bipartida (Loures / Parque Expo) para exploração das potencialidades ao nível da requalificação urbana da zona ribeirinha situada entre a margem norte do Trancão e Vila Franca de Xira”. Como não está datado, desconhece-se há quanto tempo estão a decorrer os tais estudos, o que sabemos é que na frente ribeirinha não está a haver qualquer requalificação, bem pelo contrário. Falhanço VII;
Projecto Loures Saudável – É um grande projecto do tempo dos “outros” mas pretendeu-se dar-lhe continuidade, o que é de aplaudir. E lá está um “pensamento estratégico” com efeito, mas o seu vértice principal – sistema local de saúde - está absolutamente comprometido. Proclama a apresentação do Plano que “se encontra em desenvolvimento o processo da construção do Hospital de Loures, cuja concretização permitirá preencher todos os requisitos - infra-estruturais e funcionais - com vista à criação do Sistema Local de Saúde do Concelho de Loures, bem como a uma melhor e mais eficaz prestação de cuidados de saúde aos nossos munícipes”. Se não há Hospital nenhum em desenvolvimento, se encerram CATUS, se não são construídas as indispensáveis extensões dos Centro de Saúde, tudo sob o ruidoso silêncio da gestão PS da Câmara Municipal de Loures, como é que Loures chega a saudável ? Falhanço VIII;
Revisão do PDM – Basta dizer isto: o PDM deveria ter ficado revisto em 2004 e ainda nem sequer começou. Falhanço IX;
Bairros de Génese Ilegal – Uma promessa cimeira da gestão PS que garantia, por escrito, na campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2001: “Concluir de imediato, a legalização dos Bairros Urbanos de Génese Ilegal, atribuindo-lhes alvarás de loteamento e criando condições para atribuição das respectivas licenças de utilização das construções”. Ora, ora, retumbante Falhanço X.
Pois é este o “estado da nação” dos “Grandes Projectos” da actual gestão da Câmara de Loures, mas para tudo há solução. Escolha uma a seu gosto:
a) O título muda para Grandes Projectos Falhados e a informação passa a ser fidedigna;
b) A gestão da Câmara muda de projectos e o filme começa de novo;
c) Apaga-se este capítulo no site e deixa logo de haver quem confronte a realidade com as promessas;
d) Elimina-se o site e pronto. É mais um projecto que vai para a gaveta, reduzem-se as despesas e os aborrecimentos…
19.1.06
Sempre a pensar em nós!
Apressadamente, antes das últimas eleições autárquicas, a Câmara Municipal de Loures, vedou o problemático, inestético e ineficiente “esqueleto” das Piscinas da Portela.
Prometeu aos quatro ventos, produziu comunicados e afixou enormes e idílicos painéis publicitários, garantindo que para além do projecto aprovado estaria “sempre a pensar em si !”, sugeria que agora é que seria verdade, agora é que ia concluir as Piscinas da Portela.
Isto depois de há já 4 anos – no início do mandato que em Outubro último findou – o Sr. Presidente da Câmara ter protagonizado uma recambolesca e falhada cerimónia de assinatura de um Protocolo, que acabou por não ser assinado e que parece que nem ele conhecia. Na ocasião, a Associação de Moradores rejeitou um tal procedimento e o desconhecido Protocolo.
Tal era a força com que pensava em nós que não hesitou em informar destacadamente o início e o fim da obra: início em Outubro de 2005 e fim em Agosto de 2006. Nem mais! Está lá para quem quiser ver.
Na altura, foram muitas as vedações colocadas, por todo o Concelho, para as obras “da mudança”, para as obras “do futuro”, para as obras “a pensar em si” e que têm em comum: ter nascido no Verão, estarem muito bem sinalizadas publicitáriamente, apresentarem o logótipo da Câmara Municipal de Loures, serem perenes e não acontecer nada por dentro, passados muitos meses. O exemplo das Piscinas da Portela é paradigmático.
As obras iniciavam-se em Outubro de 2005, mas entretanto realizaram-se eleições, o PS ganhou e pronto, ou vamos ter o milagre das piscinas instantâneas em que basta juntar água e ficam prontas em Agosto ou lamento ter de informar que, a Câmara de Loures deixou de pensar em si!
Com uma criteriosa gestão da obra e do calendário político, em vésperas das próximas autárquicas teremos uma vedação renovada, cartazes mais bonitos e com um slogan lapidar – o que desde já proponho – “Agora é que estamos mesmo a pensar em si !, da outra vez era só para vermos se estava atento…”.
Nós que somos boa gente e deixamos que tanto pensem em nós, lá iremos a correr renovar o mandato a esta dinâmica e rigorosa gestão municipal.
19.10.05
Prova dos nove…
O PS, como seria de esperar venceu as eleições autárquicas em Loures. Digo-o e já o havia escrito, porque considero que se verifica, em geral, no eleitorado o princípio do benefício da dúvida. O PS teve o benefício da dúvida.
É preciso ter presente que o PS assumiu os destinos da Câmara de Loures ao mesmo que tempo que o país é bombardeado pelos governos de Durão, Santana e Sócrates com a tese da tanga, do short e do fio dental, por esta ordem.
Logo, foi fácil acentuar a ideia de que não haviam meios para fazer grande coisa. A isso, o PS acrescentou que também a Câmara estava sem dinheiro, endividada, estrangulada, o que levava a que nada pudesse fazer. O PS esforçou-se politicamente por disfarçar assim as suas limitações, incapacidades e ausência de estratégia para o Concelho.
Mas o PS que tanto se queixou da anterior gestão, beneficiou ainda e especialmente dos inúmeros projectos, protocolos e contratos-programa com entidades da Administração Central que já estavam preparados, assinados e em marcha que a anterior gestão lhe deixou. Em muitos casos, o PS limitou-se a “cortar a fita”, noutros concluiu a obra e inaugurou, aqui e além, lançou “primeiras pedras”. Embora, não esteja executado um único projecto seu, nasceram, desenvolveram-se e inauguraram-se muitas obras.
Pode dizer-se que o PS beneficiou de uma espécie de “milagre da multiplicação dos pães”, ou seja, não tinha dinheiro para nada e fez tanto… E como a política é cada vez mais uma arte de gerir expectativas, o PS fez a gestão das expectativas e convenceu a maioria dos votantes. Caso encerrado para já. Parabéns aos vencedores.
Só que agora virá a prova dos nove: Se o PS se queixar da anterior gestão queixa-se de si próprio, se se queixar do Governo, queixa-se de si próprio, se não tiver projectos para executar, queixa-se de si próprio, senão tiver uma estratégia para o Concelho, a culpa é só sua.
Tem-se inevitavelmente de aguardar para ver, mas gastos os projectos deixados pela CDU, o PS vai finalmente dar execução às suas promessas de 2001? Acrescidas agora das de 2005 ?
Uma coisa é certa: o PS vai agora ter a sua prova dos nove. Terá de mostrar do que é ou não capaz, sem alibis, sem delongas, sem desculpas. Como se diz popularmente, está na hora de dar corda aos sapatos
E nós estamos cá para ver e avaliar a prestação. Noves fora, nada ?!...
É preciso ter presente que o PS assumiu os destinos da Câmara de Loures ao mesmo que tempo que o país é bombardeado pelos governos de Durão, Santana e Sócrates com a tese da tanga, do short e do fio dental, por esta ordem.
Logo, foi fácil acentuar a ideia de que não haviam meios para fazer grande coisa. A isso, o PS acrescentou que também a Câmara estava sem dinheiro, endividada, estrangulada, o que levava a que nada pudesse fazer. O PS esforçou-se politicamente por disfarçar assim as suas limitações, incapacidades e ausência de estratégia para o Concelho.
Mas o PS que tanto se queixou da anterior gestão, beneficiou ainda e especialmente dos inúmeros projectos, protocolos e contratos-programa com entidades da Administração Central que já estavam preparados, assinados e em marcha que a anterior gestão lhe deixou. Em muitos casos, o PS limitou-se a “cortar a fita”, noutros concluiu a obra e inaugurou, aqui e além, lançou “primeiras pedras”. Embora, não esteja executado um único projecto seu, nasceram, desenvolveram-se e inauguraram-se muitas obras.
Pode dizer-se que o PS beneficiou de uma espécie de “milagre da multiplicação dos pães”, ou seja, não tinha dinheiro para nada e fez tanto… E como a política é cada vez mais uma arte de gerir expectativas, o PS fez a gestão das expectativas e convenceu a maioria dos votantes. Caso encerrado para já. Parabéns aos vencedores.
Só que agora virá a prova dos nove: Se o PS se queixar da anterior gestão queixa-se de si próprio, se se queixar do Governo, queixa-se de si próprio, se não tiver projectos para executar, queixa-se de si próprio, senão tiver uma estratégia para o Concelho, a culpa é só sua.
Tem-se inevitavelmente de aguardar para ver, mas gastos os projectos deixados pela CDU, o PS vai finalmente dar execução às suas promessas de 2001? Acrescidas agora das de 2005 ?
Uma coisa é certa: o PS vai agora ter a sua prova dos nove. Terá de mostrar do que é ou não capaz, sem alibis, sem delongas, sem desculpas. Como se diz popularmente, está na hora de dar corda aos sapatos
E nós estamos cá para ver e avaliar a prestação. Noves fora, nada ?!...
19.9.05
Quem acredita ?
O Dr. Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho é o candidato do PSD à Presidência da Câmara Municipal de Loures;
E reza a sua biografia no “site” oficial da Assembleia da República, que:
O Dr. Miguel Franquilho é deputado eleito na Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral da Guarda;
O Dr. Miguel Frasquilho é Quadro Superior do Banco Espírito Santo;
Apresentada a biografia do candidato, julgo que qualquer cidadão de Loures se sentirá intrigado quanto às razões que levarão o Deputado Miguel Frasquilho a ser candidato a Presidente da Câmara de Loures.
Desde logo, porque é Deputado pelo Círculo da Guarda. É certo que o país é pequeno. Pelos cargos desempenhados até é de presumir que o Sr. Deputado viva na zona de Lisboa, mas é evidente que qualquer coisa não bate certo.
Que vivências, que realidade é que o Sr. Deputado acompanha ? As do Distrito da Guarda ou as do Concelho de Loures ? Atrevo-me a responder que se acompanha alguma, será a da Guarda, por onde, ao fim e ao cabo, já está eleito.
Logo, o Dr. Miguel Frasquilho, de quem nunca se ouviu falar em Loures, chegará à data da eleição autárquica, certamente, sem saber grande coisa deste Concelho. Seja do seu passado, seja do seu presente, seja mesmo das aspirações das suas populações.
De resto, fazendo-se anunciar, apenas em “fraquinhos” outdoor’s publicitários – que parecem publicidade sub-reptícia ao euromilhões, onde “temos tudo para ter tudo”, como aliás qualquer português, daqui ou da Guarda, basta que jogue o “jogo dos excêntricos” – não se teve notícia até agora da presença do Sr. Deputado neste Concelho, já tão perto da data eleitoral.
Nem nos Mercados, nem num Comício que seja, nem numa tradicional visita às instalações municipais. Saberá ele onde ficam ?
Donde, se acrescermos o elemento biográfico anunciado de que é Quadro Superior do BES, quem é que acredita que o Sr. Deputado esteja a protagonizar uma Candidatura que pretenda ganhadora ? Quem é que acredita que o Sr. Deputado quer ser autarca nesta terra ? Quem é que acredita que trocaria o lugar de Deputado e Quadro Superior da instituição bancária para vir para Loures ?
E o que viria para cá fazer ? Alguém lhe conhece uma proposta que seja para o Concelho ?
Tudo indica que os eleitores sociais-democratas estão órfãos de candidato e, das duas uma: ou não se ralam e seja o que os outros (eleitores) quiserem, ou se se ralam, terão de fazer outra opção de voto. E na verdade, acho que será esse o caminho que vai decidir o futuro próximo do Concelho de Loures: a opção que os eleitores sociais-democratas fizerem, fora da candidatura (praticamente inexistente) da sua esfera política.
Ou escolhem o PS e contribuem para a continuação da pauperização urbanística, cultural, desportiva, turística e ambiental do Concelho (Loures em 4 anos deixou de figurar em qualquer posição cimeira de todos os ranking’s e estudos especializados sobre os Municípios portugueses). Ou escolhem a CDU e tentam por essa via, que Loures, regresse à via da acção, do desenvolvimento e do prestígio.
E reza a sua biografia no “site” oficial da Assembleia da República, que:
O Dr. Miguel Franquilho é deputado eleito na Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral da Guarda;
O Dr. Miguel Frasquilho é Quadro Superior do Banco Espírito Santo;
Apresentada a biografia do candidato, julgo que qualquer cidadão de Loures se sentirá intrigado quanto às razões que levarão o Deputado Miguel Frasquilho a ser candidato a Presidente da Câmara de Loures.
Desde logo, porque é Deputado pelo Círculo da Guarda. É certo que o país é pequeno. Pelos cargos desempenhados até é de presumir que o Sr. Deputado viva na zona de Lisboa, mas é evidente que qualquer coisa não bate certo.
Que vivências, que realidade é que o Sr. Deputado acompanha ? As do Distrito da Guarda ou as do Concelho de Loures ? Atrevo-me a responder que se acompanha alguma, será a da Guarda, por onde, ao fim e ao cabo, já está eleito.
Logo, o Dr. Miguel Frasquilho, de quem nunca se ouviu falar em Loures, chegará à data da eleição autárquica, certamente, sem saber grande coisa deste Concelho. Seja do seu passado, seja do seu presente, seja mesmo das aspirações das suas populações.
De resto, fazendo-se anunciar, apenas em “fraquinhos” outdoor’s publicitários – que parecem publicidade sub-reptícia ao euromilhões, onde “temos tudo para ter tudo”, como aliás qualquer português, daqui ou da Guarda, basta que jogue o “jogo dos excêntricos” – não se teve notícia até agora da presença do Sr. Deputado neste Concelho, já tão perto da data eleitoral.
Nem nos Mercados, nem num Comício que seja, nem numa tradicional visita às instalações municipais. Saberá ele onde ficam ?
Donde, se acrescermos o elemento biográfico anunciado de que é Quadro Superior do BES, quem é que acredita que o Sr. Deputado esteja a protagonizar uma Candidatura que pretenda ganhadora ? Quem é que acredita que o Sr. Deputado quer ser autarca nesta terra ? Quem é que acredita que trocaria o lugar de Deputado e Quadro Superior da instituição bancária para vir para Loures ?
E o que viria para cá fazer ? Alguém lhe conhece uma proposta que seja para o Concelho ?
Tudo indica que os eleitores sociais-democratas estão órfãos de candidato e, das duas uma: ou não se ralam e seja o que os outros (eleitores) quiserem, ou se se ralam, terão de fazer outra opção de voto. E na verdade, acho que será esse o caminho que vai decidir o futuro próximo do Concelho de Loures: a opção que os eleitores sociais-democratas fizerem, fora da candidatura (praticamente inexistente) da sua esfera política.
Ou escolhem o PS e contribuem para a continuação da pauperização urbanística, cultural, desportiva, turística e ambiental do Concelho (Loures em 4 anos deixou de figurar em qualquer posição cimeira de todos os ranking’s e estudos especializados sobre os Municípios portugueses). Ou escolhem a CDU e tentam por essa via, que Loures, regresse à via da acção, do desenvolvimento e do prestígio.
9.8.05
Pedradas e cartazadas.
Nos bastidores da calmaria das férias e da exaltação dos incêndios que de novo põem o território a ferro e fogo, preparam-se as eleições autárquicas do próximo Outubro. O país vai ganhando um colorido eleitoral, marcado pelos tão em voga “outdoors” de todos os tamanhos e feitios. Alguns de horrendas cores e delirantes slogans, bem ilustrativos, da falta de ideias, de criatividade e de propostas. O poder pelo poder é o fim último, na maioria dos casos.
Quando a estação terminar, as máquinas de promessas, já em aquecimento, vão roncar com a máxima força possível e para além dos cartazes e folhetos, da oferta de electrodomésticos e passeios de helicóptero, de novo, vai valer tudo para a conquista de uma ração de popularidade que garanta votos.
Já começaram a ser atiradas as “primeiras pedras”, mas estou certo que os portugueses serão verdadeiramente “apedrejados” muito em breve. Nalguns sítios, as “primeiras pedras” serão seguramente repetentes. Serão “primeiras”, já pela segunda, terceira e quarta vez, para manter a expectativa de que “é desta” que a obra nasce e o povo rejubila…
Por exemplo, achei curioso, o caso do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Sacavém que devia ter sido construído há muitos anos, mas que ultimamente seria urgente para apoiar a realização da EXPO-98 (veja-se bem, era para estar pronto no ano da graça do senhor de 1998). Em 2005, viu lançada mais uma “primeira” pedra. Estou capaz de dizer que com tantas primeiras pedras, se as têm colocado ao lado umas das outras, certamente, teria logo nascido uma parede e a “coisa” estaria mais adiantadita.
Mas muitos mais projectos, de norte a sul, vão ter direito em breve a uma “primeira” pedra, embora se saiba que levarão anos e anos a verem outras pedras a juntarem-se-lhe.
Tenha-se presente que as “primeiras” pedras em vésperas eleitorais, são para os partidos um barato meio de promoção das candidaturas dos seus apaniguados no poder, já que a pretexto da cerimónia oficial, seremos todos nós a pagar, a pedra propriamente dita, a argamassa que se lhe junta, o corropio de veículos e técnicos que estudam a sua localização para gerar o melhor e impressivo efeito, a publicidade que informa o povo do evento, o beberete para que o povo que compareça possa “petiscar” e o microfone de onde o Presidente se promove a si próprio e aos seus “feitos notáveis”, onde avulta o de com uma só pedra atingir tantas cabeças.
Nota de rodapé: Levei um susto
Regressado de férias à minha terra natal, encontro um cartaz à porta, da Câmara de Loures, que informa: Vamos mudar Sacavém! Caramba, assustei-me. Pensei que se iria passar alguma coisa parecida com a aldeia do Alqueva, que Sacavém iria ser tresladada, que tinham acabado com ela de tanto ter sido maltratada nos últimos anos. Sei lá, para fazerem uma barragem no Trancão ou mesmo uma Cidade a Sério, noutro local, sem o cerco e o sufoco urbanísticos que progridem na actual localização.
Mas não. Foi um susto apenas. São cartazes a informar-nos que afinal vão agora começar as obras que deviam ter tido início há três anos atrás, quando o Eng. Adão Barata deixou pronta a arrancar uma nova fase de requalificação da Cidade.
Cá está então mais uma “primeira” pedra, mascarada de cartaz, mas estou convencido que ainda teremos uma cerimónia oficial, com pedra a sério e Presidente da Câmara e tudo…
É claro, que na verdade, tal “pedrada” acabará por assinalar o atraso com que estão a ser iniciadas as obras, que serão muito mais modestas e limitadas do que a anterior gestão municipal tinha programado, mas quem está no poder não resistirá à tentação de afirmar, nem que seja à pedrada ou à cartazada, “esta obra é minha!”.
Quando a estação terminar, as máquinas de promessas, já em aquecimento, vão roncar com a máxima força possível e para além dos cartazes e folhetos, da oferta de electrodomésticos e passeios de helicóptero, de novo, vai valer tudo para a conquista de uma ração de popularidade que garanta votos.
Já começaram a ser atiradas as “primeiras pedras”, mas estou certo que os portugueses serão verdadeiramente “apedrejados” muito em breve. Nalguns sítios, as “primeiras pedras” serão seguramente repetentes. Serão “primeiras”, já pela segunda, terceira e quarta vez, para manter a expectativa de que “é desta” que a obra nasce e o povo rejubila…
Por exemplo, achei curioso, o caso do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Sacavém que devia ter sido construído há muitos anos, mas que ultimamente seria urgente para apoiar a realização da EXPO-98 (veja-se bem, era para estar pronto no ano da graça do senhor de 1998). Em 2005, viu lançada mais uma “primeira” pedra. Estou capaz de dizer que com tantas primeiras pedras, se as têm colocado ao lado umas das outras, certamente, teria logo nascido uma parede e a “coisa” estaria mais adiantadita.
Mas muitos mais projectos, de norte a sul, vão ter direito em breve a uma “primeira” pedra, embora se saiba que levarão anos e anos a verem outras pedras a juntarem-se-lhe.
Tenha-se presente que as “primeiras” pedras em vésperas eleitorais, são para os partidos um barato meio de promoção das candidaturas dos seus apaniguados no poder, já que a pretexto da cerimónia oficial, seremos todos nós a pagar, a pedra propriamente dita, a argamassa que se lhe junta, o corropio de veículos e técnicos que estudam a sua localização para gerar o melhor e impressivo efeito, a publicidade que informa o povo do evento, o beberete para que o povo que compareça possa “petiscar” e o microfone de onde o Presidente se promove a si próprio e aos seus “feitos notáveis”, onde avulta o de com uma só pedra atingir tantas cabeças.
Nota de rodapé: Levei um susto
Regressado de férias à minha terra natal, encontro um cartaz à porta, da Câmara de Loures, que informa: Vamos mudar Sacavém! Caramba, assustei-me. Pensei que se iria passar alguma coisa parecida com a aldeia do Alqueva, que Sacavém iria ser tresladada, que tinham acabado com ela de tanto ter sido maltratada nos últimos anos. Sei lá, para fazerem uma barragem no Trancão ou mesmo uma Cidade a Sério, noutro local, sem o cerco e o sufoco urbanísticos que progridem na actual localização.
Mas não. Foi um susto apenas. São cartazes a informar-nos que afinal vão agora começar as obras que deviam ter tido início há três anos atrás, quando o Eng. Adão Barata deixou pronta a arrancar uma nova fase de requalificação da Cidade.
Cá está então mais uma “primeira” pedra, mascarada de cartaz, mas estou convencido que ainda teremos uma cerimónia oficial, com pedra a sério e Presidente da Câmara e tudo…
É claro, que na verdade, tal “pedrada” acabará por assinalar o atraso com que estão a ser iniciadas as obras, que serão muito mais modestas e limitadas do que a anterior gestão municipal tinha programado, mas quem está no poder não resistirá à tentação de afirmar, nem que seja à pedrada ou à cartazada, “esta obra é minha!”.
29.6.05
Surpresa… ou nem por isso!?...
Uma das vantagens que acabo de descobrir com o meu progressivo afastamento da actividade política activa, é a de que, agora, as pessoas parecem falar mais abertamente comigo, de matérias que não falavam antes. Exprimem opiniões, trocam impressões e dão informações sobre domínios que há pouco tempo não mereciam qualquer abordagem. Ou porque presumiam que eu estaria a par de tudo por outras quaisquer fontes ou, porque assumiriam o pernicioso princípio de que aos políticos (mesmo locais) nunca se conta tudo.
E assim, acabei por ter acesso a um estudo de opinião – que só pude consultar rapidamente – que ao primeiro contacto com os resultados me suscitou surpresa/incredulidade, mas que após alguma reflexão, talvez não seja mesmo nada surpreendente e, ao contrário, bastante crível…
O estudo revela, em traços gerais: a) uma muito negativa impressão na opinião pública do Concelho, sobre a gestão do PS na Câmara Municipal de Loures; b) a elevadíssima probabilidade do PS perder as próximas eleições autárquicas; c) há um claro empate técnico com a CDU, com um número importante de indecisos (ou que não revelam a sua opção).
A minha surpresa/incredulidade original, resultou – penso agora – da característica quase universal no poder local em Portugal, de que após um primeiro mandato, a força no poder tem o benefício da dúvida dos eleitores.
Contudo, bem vistas as coisas, não constitui surpresa o desagrado que as pessoas sentem em relação ao PS, quer no país, quer no Concelho. No governo, os cem dias de governação, foram antes os cem dias da nomeação (da rapaziada amiga) e de preparação para os 4 anos de opressão (económica).
No Concelho, o compromisso do PS de que “Loures vai sentir a mudança” foi confirmado, mas no pior sentido. Loures sentiu a mudança e de que maneira!... Todas as posições cimeiras de que Loures desfrutava no país e até internacionalmente perderam-se completamente. O Concelho está pior que há 4 anos e as principais promessas do PS não foram cumpridas. A recordar, citando o programa eleitoral (compromissos para a mudança) do PS:
“Humanizar, modernizar e desburocratizar o funcionamento da Câmara Municipal de Loures”;
“Acabar, até Dezembro de 2005, com as ‘barracas’ no Concelho”;
“Concluir, de imediato, a legalização dos Bairros Urbanos de Génese Ilegal (…)”;
“Realojar, com programas negociados com o Governo, os moradores dos bairros irrecuperáveis e recuperar as zonas habitacionais mais antigas, com prioridade para as de Sacavém e Prior Velho, tirando maior partido, em especial, do Programa RECRIA”;
Neste folheto tudo foi prometido!“Dotar o Concelho de uma rede de instalações desportivas e equipamentos recreativos e culturais, bem como de ciclovias, de zonas pedonais e de circuitos ambientais”;
“Criar a Polícia Municipal (…)”;
“Lançar um Programa de Parques Residenciais, com cedência gratuita de terreno municipal em sub-solo ou promovendo a construção de parques a custos controlados, bem como construir, em regime de concessão de exploração, Parques Públicos de Estacionamento (…)”;
“Lançar uma Agência de Desenvolvimento Local (…);
Eis algumas das mais expressivas promessas do PS que, passados quase 4 anos de mandato, não foram, nem têm qualquer possibilidade de serem cumpridas. Propositadamente, ignorei as promessas relativas a um campo de golfe em cada escola e outras enormidades.
Se adicionarmos todas estas promessas, com a séria regressão que o Concelho teve em todas as esferas da sua vida (mudou mas para muito pior), mais os 5 milhões de contos que o Executivo Municipal mantém parados no Banco, talvez então se possa concluir que não constituirá qualquer surpresa, que os eleitores e a população do Concelho de Loures recuse o PS à frente dos destinos desta terra, que se habituou a ser dinâmica, criativa, empenhada, trabalhadora e progressiva.
E assim, acabei por ter acesso a um estudo de opinião – que só pude consultar rapidamente – que ao primeiro contacto com os resultados me suscitou surpresa/incredulidade, mas que após alguma reflexão, talvez não seja mesmo nada surpreendente e, ao contrário, bastante crível…
O estudo revela, em traços gerais: a) uma muito negativa impressão na opinião pública do Concelho, sobre a gestão do PS na Câmara Municipal de Loures; b) a elevadíssima probabilidade do PS perder as próximas eleições autárquicas; c) há um claro empate técnico com a CDU, com um número importante de indecisos (ou que não revelam a sua opção).
A minha surpresa/incredulidade original, resultou – penso agora – da característica quase universal no poder local em Portugal, de que após um primeiro mandato, a força no poder tem o benefício da dúvida dos eleitores.
Contudo, bem vistas as coisas, não constitui surpresa o desagrado que as pessoas sentem em relação ao PS, quer no país, quer no Concelho. No governo, os cem dias de governação, foram antes os cem dias da nomeação (da rapaziada amiga) e de preparação para os 4 anos de opressão (económica).
No Concelho, o compromisso do PS de que “Loures vai sentir a mudança” foi confirmado, mas no pior sentido. Loures sentiu a mudança e de que maneira!... Todas as posições cimeiras de que Loures desfrutava no país e até internacionalmente perderam-se completamente. O Concelho está pior que há 4 anos e as principais promessas do PS não foram cumpridas. A recordar, citando o programa eleitoral (compromissos para a mudança) do PS:
“Humanizar, modernizar e desburocratizar o funcionamento da Câmara Municipal de Loures”;
“Acabar, até Dezembro de 2005, com as ‘barracas’ no Concelho”;
“Concluir, de imediato, a legalização dos Bairros Urbanos de Génese Ilegal (…)”;
“Realojar, com programas negociados com o Governo, os moradores dos bairros irrecuperáveis e recuperar as zonas habitacionais mais antigas, com prioridade para as de Sacavém e Prior Velho, tirando maior partido, em especial, do Programa RECRIA”;
Neste folheto tudo foi prometido!“Dotar o Concelho de uma rede de instalações desportivas e equipamentos recreativos e culturais, bem como de ciclovias, de zonas pedonais e de circuitos ambientais”;
“Criar a Polícia Municipal (…)”;
“Lançar um Programa de Parques Residenciais, com cedência gratuita de terreno municipal em sub-solo ou promovendo a construção de parques a custos controlados, bem como construir, em regime de concessão de exploração, Parques Públicos de Estacionamento (…)”;
“Lançar uma Agência de Desenvolvimento Local (…);
Eis algumas das mais expressivas promessas do PS que, passados quase 4 anos de mandato, não foram, nem têm qualquer possibilidade de serem cumpridas. Propositadamente, ignorei as promessas relativas a um campo de golfe em cada escola e outras enormidades.
Se adicionarmos todas estas promessas, com a séria regressão que o Concelho teve em todas as esferas da sua vida (mudou mas para muito pior), mais os 5 milhões de contos que o Executivo Municipal mantém parados no Banco, talvez então se possa concluir que não constituirá qualquer surpresa, que os eleitores e a população do Concelho de Loures recuse o PS à frente dos destinos desta terra, que se habituou a ser dinâmica, criativa, empenhada, trabalhadora e progressiva.
3.5.05
Sacavém, Cidade a Sério.
Um destes dias, por qualquer inexplicável razão que não consciencializei, dei comigo a observar Sacavém com um renovado sentido crítico, procurei colocar-me de fora e olhar para dentro… e senti um choque. Acabei invadido, por uma amarga tristeza e um palpitante sentido de revolta: Estão a destruir a minha terra!
Procurei referências e recordações, desejei identificar o momento inicial da decadência, encontrar os culpados, acusá-los, pública e sonoramente, povoar-lhes os pesadelos.
Superada a exaltação inicial, verifico que o processo de qualificação da Cidade que já estava em marcha - após a profunda depressão dos anos 80 -, foi recentemente interrompido, há poucos anos, que nem tudo está perdido, que há muito por fazer e muito pode ser feito se se interromper já este ciclo destrutivo.
O papel desempenhado pela Câmara Municipal de Loures até 2001 com o apoio da Junta de Freguesia até 1997, em Sacavém, havia dado rumo digno ao problema da Quinta do Mocho, iniciou a despoluição do Trancão, viabilizou intervenções urbanísticas de qualidade, construiu o Museu da Cerâmica, ergueu o Parque Desportivo Alberto Azenha, negociou e obteve do Governo a construção do Pavilhão da Escola Bartolomeu Dias, candidatou-se e ganhou para Sacavém, apoios comunitários através do programa PROQUAL para a qualificação urbana da Cidade, projectou e iniciou o Plano de Salvaguarda de Sacavém e o Plano de Pormenor da Salvador Allende, começou a renovação do parque escolar, com a completa remodelação da “Escola dos Bombeiros”, abriu o Gabinete de Atendimento à Juventude e conquistou com a EXPO-98 melhores acessibilidades, a requalificação paisagística da foz do Trancão e a expectativa de uma frente para o Tejo, de qualidade, fruição e novas actividades.
Agora, temos uma Cidade de regresso à depressão. Um estacionamento inenerrável, um trânsito caótico, a emergência de abortos urbanísticos no meio da Cidade, sem integração nem propósito, o Palácio Barroco e a Quinta do Alexandre a caírem, mercados decadentes (que podiam ter ser substituídos por um mercado novo, com o apoio do PROQUAL, mas que a Junta de Freguesia não quis), a actividade económica e comercial aflita e sem perspectivas, um Jardim que só pode manter esse título por tradição, uma frente ribeirinha para o Tejo a ser vertiginosamente ocupada por mais e mais habitação, os passeios ocupados por florestas de sinais de trânsito e placas indicativas, novas e velhas, semeadas a esmo, ruas sujas e degradadas, entradas da Cidade próprias dos países mais pobres do mundo…
… E um mundo de promessas por cumprir: Nem notário, nem piscina (a tal que deu azo a uma cenaça eleitoralista entre os actuais Presidentes da Câmara e da Junta, com a assinatura de um protocolo fictício para uma piscina a fingir), nem novo Centro de Saúde, nem ligação de Sacavém à 2ª Circular, nem nova Escola na Quinta do Mocho, nem mais apoios às Associações locais, nem modernização da rede de abastecimento de água, nem instalações condignas para os serviços da Segurança Social, nem respeito pela legislação da mobilidade e acesso aos serviços públicos dos cidadãos portadores de deficiência, nem, nem, nem…
O espaço do Jornal não chegaria para dizer tudo. É o grito de alma que fica, para reflexão dos sacavenenses, mas também o convite para que façamos de SACAVÉM, UMA CIDADE A SÉRIO.
Procurei referências e recordações, desejei identificar o momento inicial da decadência, encontrar os culpados, acusá-los, pública e sonoramente, povoar-lhes os pesadelos.
Superada a exaltação inicial, verifico que o processo de qualificação da Cidade que já estava em marcha - após a profunda depressão dos anos 80 -, foi recentemente interrompido, há poucos anos, que nem tudo está perdido, que há muito por fazer e muito pode ser feito se se interromper já este ciclo destrutivo.
O papel desempenhado pela Câmara Municipal de Loures até 2001 com o apoio da Junta de Freguesia até 1997, em Sacavém, havia dado rumo digno ao problema da Quinta do Mocho, iniciou a despoluição do Trancão, viabilizou intervenções urbanísticas de qualidade, construiu o Museu da Cerâmica, ergueu o Parque Desportivo Alberto Azenha, negociou e obteve do Governo a construção do Pavilhão da Escola Bartolomeu Dias, candidatou-se e ganhou para Sacavém, apoios comunitários através do programa PROQUAL para a qualificação urbana da Cidade, projectou e iniciou o Plano de Salvaguarda de Sacavém e o Plano de Pormenor da Salvador Allende, começou a renovação do parque escolar, com a completa remodelação da “Escola dos Bombeiros”, abriu o Gabinete de Atendimento à Juventude e conquistou com a EXPO-98 melhores acessibilidades, a requalificação paisagística da foz do Trancão e a expectativa de uma frente para o Tejo, de qualidade, fruição e novas actividades.
Agora, temos uma Cidade de regresso à depressão. Um estacionamento inenerrável, um trânsito caótico, a emergência de abortos urbanísticos no meio da Cidade, sem integração nem propósito, o Palácio Barroco e a Quinta do Alexandre a caírem, mercados decadentes (que podiam ter ser substituídos por um mercado novo, com o apoio do PROQUAL, mas que a Junta de Freguesia não quis), a actividade económica e comercial aflita e sem perspectivas, um Jardim que só pode manter esse título por tradição, uma frente ribeirinha para o Tejo a ser vertiginosamente ocupada por mais e mais habitação, os passeios ocupados por florestas de sinais de trânsito e placas indicativas, novas e velhas, semeadas a esmo, ruas sujas e degradadas, entradas da Cidade próprias dos países mais pobres do mundo…
… E um mundo de promessas por cumprir: Nem notário, nem piscina (a tal que deu azo a uma cenaça eleitoralista entre os actuais Presidentes da Câmara e da Junta, com a assinatura de um protocolo fictício para uma piscina a fingir), nem novo Centro de Saúde, nem ligação de Sacavém à 2ª Circular, nem nova Escola na Quinta do Mocho, nem mais apoios às Associações locais, nem modernização da rede de abastecimento de água, nem instalações condignas para os serviços da Segurança Social, nem respeito pela legislação da mobilidade e acesso aos serviços públicos dos cidadãos portadores de deficiência, nem, nem, nem…
O espaço do Jornal não chegaria para dizer tudo. É o grito de alma que fica, para reflexão dos sacavenenses, mas também o convite para que façamos de SACAVÉM, UMA CIDADE A SÉRIO.
31.12.04
Barriga de Aluguer.
Nestes 3 últimos anos, com o PS na Câmara de Loures, caiu abruptamente a actividade desportiva em todo o Concelho. Uma visão limitada e focalizada no desporto-espectáculo - em muitos casos de desporto-pimba, associada ao desejo de instrumentalização eleitoral dos epi-fenómenos desportivos que são promovidos, transformaram a Câmara de Loures numa mera “barriga de aluguer” da actividade desportiva promovida por particulares, empresas e clubes de fora do Concelho.
Parece que se acredita, na actual gestão municipal, que o fomento desportivo ocorre por osmose. Ou seja, bastaria que uma qualquer entidade promovesse uma qualquer iniciativa desportiva, em qualquer modalidade, que imediatamente se teria uma onda de entusiasmo, de adesão e prática da modalidade.
É certamente por aposta numa ilusória osmose desportiva que o Pelouro do Desporto da Câmara de Loures tem apadrinhado tudo o que são “pacotes comerciais desportivos”, do kick-boxing ao triatlo, ao mesmo tempo que as modalidades olímpicas com tradição e praticantes confirmados na área do Município fenecem, como o Basquetebol, o Andebol, a Ginástica, o Voleibol, o Judo, o Ciclismo, entre outros.
Também o Xadrez, em apenas 3 anos regrediu a um nível de há 3 décadas. O Atletismo não parece revelar grande dinâmica, em despertar interesse a muitos novos praticantes. O Ténis não merece um euro de investimento e, se passassemos em revista as modalidades mais praticadas e acarinhadas em Portugal, sobraria deste panorama desolador e preocupante, o Futebol e o Futsal.
Para este último, que tem revelado crescimento de praticantes e dinamismo um pouco por todo o lado, verifica-se uma completa ausência de estratégia. Só funciona mesmo o “útero de protocolo” em que está transformado o Pavilhão Paz e Amizade, permanentemente cedido às equipas profissionais de futsal, primeiro do Benfica, agora do Sporting. Passa na televisão ? Sim, passa. Mas esse é exactamente o problema: tudo passa e nada fica!
Interroguemo-nos e observemos. O Benfica usou durante 2 anos os meios autárquicos para o seu sucesso desportivo, pavilhões, autocarros, apoios vários. O que é que ficou ? Umas efémeras imagens televisivas das quais já ninguém se lembra. Nenhuma vantagem identificável para a juventude do Concelho.
Já no futebol, a modalidade de maior adesão e mais disseminada prática, o desnorte é completo. Á falta evidente de empenhamento na formação desportiva e de investimento em infraestruturas desportivas, opõem-se tentativas reiteradas de instrumentalização dos clubes com ilusões várias, desde arrelvamentos garantidos até Estádios a construir (sabe-se lá quando e onde!?...), aliciamento dos dirigentes .
E note-se, por fim, que nos últimos 3 anos, os novos equipamentos desportivos construídos no Concelho de Loures, são a piscina de Santo António dos Cavaleiros, projecto elaborado no anterior mandato pela anterior gestão, bem como, os Pavilhões Desportivos nas Escolas da Portela, Santa Iria de Azóia, Sacavém, Camarate, Bobadela, Catujal-Unhos, Santo António dos Cavaleiros e Bucelas, negociados por mim próprio com o Sr. Director Regional de Educação à época, Eng. José Revez.
Nada mais. Nem um novo equipamento, nem uma nova ideia. Fizeram-se uns meros remendos aqui e além e perspectivam-se umas adaptações grosseiras acoli e acolá.
Mesmo os parques desportivos municipais existentes são alugados a privados para a sua exploração. Aqui, resta saber que fomento desportivo se obtem e com que custos para quem a procura. Será uma fórmula justa e socialmente adequada?
Infelizmente, Loures está transformado em “barriga de aluguer”. Não gera os seus filhos, anda a dar vida aos filhos dos outros.
Parece que se acredita, na actual gestão municipal, que o fomento desportivo ocorre por osmose. Ou seja, bastaria que uma qualquer entidade promovesse uma qualquer iniciativa desportiva, em qualquer modalidade, que imediatamente se teria uma onda de entusiasmo, de adesão e prática da modalidade.
É certamente por aposta numa ilusória osmose desportiva que o Pelouro do Desporto da Câmara de Loures tem apadrinhado tudo o que são “pacotes comerciais desportivos”, do kick-boxing ao triatlo, ao mesmo tempo que as modalidades olímpicas com tradição e praticantes confirmados na área do Município fenecem, como o Basquetebol, o Andebol, a Ginástica, o Voleibol, o Judo, o Ciclismo, entre outros.
Também o Xadrez, em apenas 3 anos regrediu a um nível de há 3 décadas. O Atletismo não parece revelar grande dinâmica, em despertar interesse a muitos novos praticantes. O Ténis não merece um euro de investimento e, se passassemos em revista as modalidades mais praticadas e acarinhadas em Portugal, sobraria deste panorama desolador e preocupante, o Futebol e o Futsal.
Para este último, que tem revelado crescimento de praticantes e dinamismo um pouco por todo o lado, verifica-se uma completa ausência de estratégia. Só funciona mesmo o “útero de protocolo” em que está transformado o Pavilhão Paz e Amizade, permanentemente cedido às equipas profissionais de futsal, primeiro do Benfica, agora do Sporting. Passa na televisão ? Sim, passa. Mas esse é exactamente o problema: tudo passa e nada fica!
Interroguemo-nos e observemos. O Benfica usou durante 2 anos os meios autárquicos para o seu sucesso desportivo, pavilhões, autocarros, apoios vários. O que é que ficou ? Umas efémeras imagens televisivas das quais já ninguém se lembra. Nenhuma vantagem identificável para a juventude do Concelho.
Já no futebol, a modalidade de maior adesão e mais disseminada prática, o desnorte é completo. Á falta evidente de empenhamento na formação desportiva e de investimento em infraestruturas desportivas, opõem-se tentativas reiteradas de instrumentalização dos clubes com ilusões várias, desde arrelvamentos garantidos até Estádios a construir (sabe-se lá quando e onde!?...), aliciamento dos dirigentes .
E note-se, por fim, que nos últimos 3 anos, os novos equipamentos desportivos construídos no Concelho de Loures, são a piscina de Santo António dos Cavaleiros, projecto elaborado no anterior mandato pela anterior gestão, bem como, os Pavilhões Desportivos nas Escolas da Portela, Santa Iria de Azóia, Sacavém, Camarate, Bobadela, Catujal-Unhos, Santo António dos Cavaleiros e Bucelas, negociados por mim próprio com o Sr. Director Regional de Educação à época, Eng. José Revez.
Nada mais. Nem um novo equipamento, nem uma nova ideia. Fizeram-se uns meros remendos aqui e além e perspectivam-se umas adaptações grosseiras acoli e acolá.
Mesmo os parques desportivos municipais existentes são alugados a privados para a sua exploração. Aqui, resta saber que fomento desportivo se obtem e com que custos para quem a procura. Será uma fórmula justa e socialmente adequada?
Infelizmente, Loures está transformado em “barriga de aluguer”. Não gera os seus filhos, anda a dar vida aos filhos dos outros.
23.12.04
O país a votos... o voto é útil.
O país vai a votos após meses de angústia, completa descrença e infindável desorientação. Do meu ponto de vista, a justificação para a utilidade do voto: pôr cobro a esta coisa inexplicável a que chamaram governação e nos fustigou nos últimos 2 anos e 4 sofridos meses e gerar a alternativa (repare-se que falo de alternativa e não de alternância) que o país necessita e os portugueses merecem.
Nestes momentos de crise, mais ou menos acentuada, perante um momento eleitoral, emergem insinuantes teorias – diferentes da minha e que acima expus - sobre o voto útil. A tais teses correspondem normalmente, pungentes pedidos de “maiorias absolutas”. Eis, o nosso caso presentemente.
Enquanto o plastic smile man José Sócrates clama, mendiga e ameaça uma “maioria absoluta” (absoluta ?!..., que termo impróprio para um político da esquerda moderna (?)), iluminados e animados comentadores políticos fazem contas a alianças, acordos, contratos e outros formatos de associação partidária ante e pós eleitoral e... teorizam sobre o voto útil.
Cá está o SISTEMA a funcionar, à semelhança do que se diria em futebolês a propósito de matérias semelhantes no universo do futebol. E o SISTEMA é no caso, a vertigem colectiva em que se deixam arrastar e arrastam quer os agentes políticos, quer os fazedores de opinião – uns voluntariamente, outros nem por isso, para que se produza uma alternância e não uma alternativa. No fundo, o desejo de que tudo mude, desde que, evidentemente, tudo fique na mesma!
Na circunstância sinto que devia também reflectir sobre a utilidade do voto, em especial, do meu voto. Acabei por adoptar, sem deliberadamente optar, ao pensar sobre o assunto, uma metodologia de exclusão de partes.
A saber: a) Impensável dar o meu voto aos partidos de direita. Para além, de tudo o que representam, está tudo o que fizeram; b) E o atraente Berloque ? Aceito a nobreza da arte do ilusionismo, mas na governação do nosso dia-a-dia, tenham paciência... para esse peditório não dou; c) O PS de Sócrates para além da imensa incógnita do que pode ser a sua acção governativa, suscita uma reserva sem limites, desde logo, com as suas manobras para obter “maioria absoluta”. Desconfio o mais possível daqueles que desejam ser únicos e absolutos; d) A CDU emerge neste contexto como a única possibilidade de voto verdadeiramente útil.
O voto na CDU é útil porque é um voto contra a direita e serve para a impedir de voltar ao Governo. O voto na CDU é útil, porque na medida em que a CDU tenha substancialmente mais votos e deputados que o PP, tanto melhor se assegura uma vitória da esquerda e se viabiliza um Governo de esquerda. O voto na CDU é útil, porque serve para impedir maiorias absolutas (só aparentemente as maiorias absolutas são estáveis. A história recente da nossa democracia, demonstra-o) onde, quem a conquista, se sente eximido à dinâmica da democracia e se sente legitimado para tudo, com o pretexto do apoio popular que recebeu nas urnas. O voto na CDU é útil, para impedir que o Bloco de Esquerda, por exemplo, avalize, sem mais, qualquer orçamento, de qualquer Governo, com quaisquer objectivos. O voto na CDU é útil, para obrigar o PS a prescindir dos seus objectivos hegemónicos e de mera alternância e a negociar à esquerda as políticas de que o país precisa, proporcionando a oportunidade de um largo e durável entendimento das forças sociais e políticas mais progressistas.
Nestes momentos de crise, mais ou menos acentuada, perante um momento eleitoral, emergem insinuantes teorias – diferentes da minha e que acima expus - sobre o voto útil. A tais teses correspondem normalmente, pungentes pedidos de “maiorias absolutas”. Eis, o nosso caso presentemente.
Enquanto o plastic smile man José Sócrates clama, mendiga e ameaça uma “maioria absoluta” (absoluta ?!..., que termo impróprio para um político da esquerda moderna (?)), iluminados e animados comentadores políticos fazem contas a alianças, acordos, contratos e outros formatos de associação partidária ante e pós eleitoral e... teorizam sobre o voto útil.
Cá está o SISTEMA a funcionar, à semelhança do que se diria em futebolês a propósito de matérias semelhantes no universo do futebol. E o SISTEMA é no caso, a vertigem colectiva em que se deixam arrastar e arrastam quer os agentes políticos, quer os fazedores de opinião – uns voluntariamente, outros nem por isso, para que se produza uma alternância e não uma alternativa. No fundo, o desejo de que tudo mude, desde que, evidentemente, tudo fique na mesma!
Na circunstância sinto que devia também reflectir sobre a utilidade do voto, em especial, do meu voto. Acabei por adoptar, sem deliberadamente optar, ao pensar sobre o assunto, uma metodologia de exclusão de partes.
A saber: a) Impensável dar o meu voto aos partidos de direita. Para além, de tudo o que representam, está tudo o que fizeram; b) E o atraente Berloque ? Aceito a nobreza da arte do ilusionismo, mas na governação do nosso dia-a-dia, tenham paciência... para esse peditório não dou; c) O PS de Sócrates para além da imensa incógnita do que pode ser a sua acção governativa, suscita uma reserva sem limites, desde logo, com as suas manobras para obter “maioria absoluta”. Desconfio o mais possível daqueles que desejam ser únicos e absolutos; d) A CDU emerge neste contexto como a única possibilidade de voto verdadeiramente útil.
O voto na CDU é útil porque é um voto contra a direita e serve para a impedir de voltar ao Governo. O voto na CDU é útil, porque na medida em que a CDU tenha substancialmente mais votos e deputados que o PP, tanto melhor se assegura uma vitória da esquerda e se viabiliza um Governo de esquerda. O voto na CDU é útil, porque serve para impedir maiorias absolutas (só aparentemente as maiorias absolutas são estáveis. A história recente da nossa democracia, demonstra-o) onde, quem a conquista, se sente eximido à dinâmica da democracia e se sente legitimado para tudo, com o pretexto do apoio popular que recebeu nas urnas. O voto na CDU é útil, para impedir que o Bloco de Esquerda, por exemplo, avalize, sem mais, qualquer orçamento, de qualquer Governo, com quaisquer objectivos. O voto na CDU é útil, para obrigar o PS a prescindir dos seus objectivos hegemónicos e de mera alternância e a negociar à esquerda as políticas de que o país precisa, proporcionando a oportunidade de um largo e durável entendimento das forças sociais e políticas mais progressistas.
Enfim, o voto é sempre útil, mas não tenho qualquer dúvida que, desta vez, só há um voto útil possível, ou seja, efectivamente útil.
8.12.04
Pontos nos iis!
Hesitei durante algum tempo, antes de produzir este escrito. Acabei por entender que ou o faria agora ou não o faria de todo. Faço-o por muitas pessoas que me merecem o maior respeito e a quem – queira ou não – me dirijo.
Num breve relance, concluí, não sem uma certa surpresa (como o tempo passa depressa!...), que levo já mais de 25 anos de actividade cívica e política. Entre as diversas organizações às quais dei a minha participação, avultam pelo seu significado na minha vida e na minha formação pessoal, humana e de cidadania, o meu “velhinho” Sacavenense e o Partido Comunista Português. Não me deterei, agora, a explicar porque digo isto. Fica dito, apenas.
Poderia, por um sem número de testemunhos, porventura, recrutados naquelas instituições, fazer confirmar que não é possível colar-me rótulos, fixar-me anátemas, resumir-me a qualquer postulado obscurantista, associar-me devoções. Evidentemente, não convoco qualquer testemunha, mas quero aqui sublinhar, a quem o não saiba ou que presuma outra qualquer coisa, que sendo influenciável, como qualquer ser societário, não é possível remeter-me para qualquer sarcófago do pensamento, encerrar-me em qualquer matriz filosófica empedernida ou enlear-me em qualquer teia de cumplicidades serôdias.
Portanto, que fique claro para quem vê a vida só a “preto e branco” ou que, como o ditador de má memória acha que “quem não é por mim é contra mim”, que tal formulação é-me inaplicável.
E não menos importante de ser dito: é impossível encontrar-me a conspirar. Eu não conspiro. Disse e digo sempre o que penso e o que acho, por voz própria e com total assunção da respectiva responsabilidade.
É a “tal velha escola” (do segundo parágrafo) que carrego, orgulhoso, em ombros ! Vai para todo o lado para onde eu vou!...
É por isso que não me peçam “alinhamentos” sem fundamento, sem razão e sem virtude, em nome de uma “resistência” que não entendo ou de “uns amanhãs que hão-de cantar” a partir do nada, como se se tratasse de uma nova versão da “Fénix renascida” encomendada por catálogo para aproveitar a promoção.
Num breve relance, concluí, não sem uma certa surpresa (como o tempo passa depressa!...), que levo já mais de 25 anos de actividade cívica e política. Entre as diversas organizações às quais dei a minha participação, avultam pelo seu significado na minha vida e na minha formação pessoal, humana e de cidadania, o meu “velhinho” Sacavenense e o Partido Comunista Português. Não me deterei, agora, a explicar porque digo isto. Fica dito, apenas.
Poderia, por um sem número de testemunhos, porventura, recrutados naquelas instituições, fazer confirmar que não é possível colar-me rótulos, fixar-me anátemas, resumir-me a qualquer postulado obscurantista, associar-me devoções. Evidentemente, não convoco qualquer testemunha, mas quero aqui sublinhar, a quem o não saiba ou que presuma outra qualquer coisa, que sendo influenciável, como qualquer ser societário, não é possível remeter-me para qualquer sarcófago do pensamento, encerrar-me em qualquer matriz filosófica empedernida ou enlear-me em qualquer teia de cumplicidades serôdias.
Portanto, que fique claro para quem vê a vida só a “preto e branco” ou que, como o ditador de má memória acha que “quem não é por mim é contra mim”, que tal formulação é-me inaplicável.
E não menos importante de ser dito: é impossível encontrar-me a conspirar. Eu não conspiro. Disse e digo sempre o que penso e o que acho, por voz própria e com total assunção da respectiva responsabilidade.
É a “tal velha escola” (do segundo parágrafo) que carrego, orgulhoso, em ombros ! Vai para todo o lado para onde eu vou!...
É por isso que não me peçam “alinhamentos” sem fundamento, sem razão e sem virtude, em nome de uma “resistência” que não entendo ou de “uns amanhãs que hão-de cantar” a partir do nada, como se se tratasse de uma nova versão da “Fénix renascida” encomendada por catálogo para aproveitar a promoção.
08 de Dezembro de 2004
10.11.04
O Estádio.
Decidi abordar o problema do Estádio por várias razões. A primeira é porque fica bem a qualquer português ser desembaraçado na arte futebolística e no “futebolês”. Em segundo lugar, porque construir estádios estava, há bem pouco tempo, cotado como um dos mais expressivos sinais de desenvolvimento de um povo. Em terceiro lugar, porque o Presidente da Câmara, prometeu aos sócios do Grupo Sportivo de Loures, enquanto fazia campanha eleitoral, que – com ele, na Presidência da Câmara – o Estádio do Clube não só seria uma realidade, como seria uma realidade imediata e exactamente no local onde fosse desejado.
Todos temos presente que mal foi eleito Presidente da Câmara, Carlos Teixeira, também fez questão de ser Presidente da Assembleia Geral do G.S. Loures, tendo nesta última qualidade, como Presidente da Direcção, um seu assessor, da outra qualidade. Confuso ? Nada disso, bem simples! O Presidente foi Presidente e o assessor também foi Presidente.
Ora bem, com tantos Presidentes e Assessor, que outro desfecho seria de esperar se não o de que em menos de nada o G.S. Loures teria o seu Estádio num instante e no local almejado ?
Dei-me entretanto conta que, afinal, não há Estádio !
E também reparei que, afinal, o Presidente da Câmara que era Presidente da Assembleia Geral do Loures, também já nenhuma função desempenha no Sportivo !
Certamente, que a ninguém passará pela cabeça, de que possa tratar-se de uma escapadela à promessa feita !? Mas concerteza que todos estamos absolutamente seguros de que não há Estádio.
É certo, que pode estar já em adiantado estado de “maquetização”!?... Mas como não acompanhei a imensa comitiva municipal que se deslocou a Barcelona para ir ver o “futuro”... de Loures... em Barcelona... em... “maqueta”, corro o sério risco de não perceber como vai de vento em popa o Estádio.
Contudo, corro menos riscos se afirmar, como afirmo, que, afinal, ao arrepio das promessas feitas em tempo de catar votos: NÃO HÁ ESTÁDIO !
Confesso que também não me interessei em ir ver o futuro a Barcelona, porque o vou vendo todos os dias, no terreno, antes de ele passar para a versão “maqueta” e também porque não hão-de dar-se novas eleições sem que todos vejamos o nosso futuro numa celebrada “maqueta de cristal” e até aposto que com Estádio e tudo, mas desta vez... na nossa terra.
Aproximam-se os tempos de renovar promessas, prometer futuros e garantir Estádios. Desta é que vai ser, podem confiar – dir-nos-ão!...
Então, nessa altura, terão passado 4 longos anos em que, para além de tudo o que esperámos, também esperámos o Estádio. E ele não chegou. E a promessa falhou. E o Presidente já desandou. E a coisa assim ficou.
Claro que já se adivinha a alegação: que não é possível fazer tudo de uma vez, que o dinheiro não abunda, que, que, que... E logo nos ocorre: Mas quem é que manda prometer tudo de uma vez ?
Mas se não há dinheiro, para quê o ilusionismo, o malabarismo e a acrobacia ?
A verdade, meus caros, é que NÃO HÁ ESTÁDIO ! E o que há, de facto, do Estádio, é o que já lá estava quando este Presidente chegou.
Todos temos presente que mal foi eleito Presidente da Câmara, Carlos Teixeira, também fez questão de ser Presidente da Assembleia Geral do G.S. Loures, tendo nesta última qualidade, como Presidente da Direcção, um seu assessor, da outra qualidade. Confuso ? Nada disso, bem simples! O Presidente foi Presidente e o assessor também foi Presidente.
Ora bem, com tantos Presidentes e Assessor, que outro desfecho seria de esperar se não o de que em menos de nada o G.S. Loures teria o seu Estádio num instante e no local almejado ?
Dei-me entretanto conta que, afinal, não há Estádio !
E também reparei que, afinal, o Presidente da Câmara que era Presidente da Assembleia Geral do Loures, também já nenhuma função desempenha no Sportivo !
Certamente, que a ninguém passará pela cabeça, de que possa tratar-se de uma escapadela à promessa feita !? Mas concerteza que todos estamos absolutamente seguros de que não há Estádio.
É certo, que pode estar já em adiantado estado de “maquetização”!?... Mas como não acompanhei a imensa comitiva municipal que se deslocou a Barcelona para ir ver o “futuro”... de Loures... em Barcelona... em... “maqueta”, corro o sério risco de não perceber como vai de vento em popa o Estádio.
Contudo, corro menos riscos se afirmar, como afirmo, que, afinal, ao arrepio das promessas feitas em tempo de catar votos: NÃO HÁ ESTÁDIO !
Confesso que também não me interessei em ir ver o futuro a Barcelona, porque o vou vendo todos os dias, no terreno, antes de ele passar para a versão “maqueta” e também porque não hão-de dar-se novas eleições sem que todos vejamos o nosso futuro numa celebrada “maqueta de cristal” e até aposto que com Estádio e tudo, mas desta vez... na nossa terra.
Aproximam-se os tempos de renovar promessas, prometer futuros e garantir Estádios. Desta é que vai ser, podem confiar – dir-nos-ão!...
Então, nessa altura, terão passado 4 longos anos em que, para além de tudo o que esperámos, também esperámos o Estádio. E ele não chegou. E a promessa falhou. E o Presidente já desandou. E a coisa assim ficou.
Claro que já se adivinha a alegação: que não é possível fazer tudo de uma vez, que o dinheiro não abunda, que, que, que... E logo nos ocorre: Mas quem é que manda prometer tudo de uma vez ?
Mas se não há dinheiro, para quê o ilusionismo, o malabarismo e a acrobacia ?
A verdade, meus caros, é que NÃO HÁ ESTÁDIO ! E o que há, de facto, do Estádio, é o que já lá estava quando este Presidente chegou.
2.11.04
Palavra manipulada.
Permiti-me roubar o título ao livro de Philippe Breton, porque, curiosamente, havia iniciado a sua leitura, quando me chegou às mãos uma obra acabada da manipulação: a revista Loures Municipal.
Dissimulada nos seus propósitos – devia ser o instrumento de informação da autarquia aos munícipes e finge que o é – a Loures Municipal é, na verdade, edição após edição um púlpito de promoção pessoal do Presidente da Câmara. Episodicamente, têm espaço de divulgação os vereadores que lhe são fiéis e o pouco que fazem.
Por outro lado, os vereadores da CDU (quatro) e do PSD (dois) são completa e ostensivamente ignorados, quando, afinal são 6 em 11. São mais do que os do PS, mas estes usam o boletim municipal como se fosse uma ferramenta sua, particular e privativa.
Todos os munícipes de Loures pagam a factura, mas opiniões, pontos de vista e perspectivas diferentes não têm ali lugar. Ao arrepio da lei e até da jurisprudência sobre a matéria, a gestão PS da Câmara de Loures, não permite uma única linha da oposição sobre que matéria seja.
Como diz Breton, “manipular consiste, na verdade, em construir uma imagem do real que tenha a aparência de ser a realidade”. Eis a ideia lapidar, sintetizada pelo autor, que me ajudou na ligação directa e objectiva com a revista municipal.
Quem a lê, certamente, ficará com a errónea ideia que apenas o Presidente da Câmara esteve em todo o Concelho, com toda a gente, em todas as actividades municipais, das Juntas de Freguesia, das empresas, das entidades de solidariedade social, interessado e preocupado com tudo. Os outros não. Nada mais falso! A maior parte das vezes, o Presidente da Câmara passa por essas actividades, tira a foto da praxe e segue viagem, para a próxima foto…
Na última edição é aflitiva a incontrolável tentação de “apagar” os eleitos pela CDU e PSD. Apesar da sua presença em tantas ou mais actividades que o Presidente da Câmara, são “apagados” do texto e “apagados” das fotografias. Nota-se que as fotografias foram criteriosamente escolhidas, não pela sua capacidade de exprimir o que se passou, mas antes pela sua capacidade de esconder outras presenças que não a do Presidente da Câmara. Isto, meus senhores, é manipulação.
Dissimulada nos seus propósitos – devia ser o instrumento de informação da autarquia aos munícipes e finge que o é – a Loures Municipal é, na verdade, edição após edição um púlpito de promoção pessoal do Presidente da Câmara. Episodicamente, têm espaço de divulgação os vereadores que lhe são fiéis e o pouco que fazem.
Por outro lado, os vereadores da CDU (quatro) e do PSD (dois) são completa e ostensivamente ignorados, quando, afinal são 6 em 11. São mais do que os do PS, mas estes usam o boletim municipal como se fosse uma ferramenta sua, particular e privativa.
Todos os munícipes de Loures pagam a factura, mas opiniões, pontos de vista e perspectivas diferentes não têm ali lugar. Ao arrepio da lei e até da jurisprudência sobre a matéria, a gestão PS da Câmara de Loures, não permite uma única linha da oposição sobre que matéria seja.
Como diz Breton, “manipular consiste, na verdade, em construir uma imagem do real que tenha a aparência de ser a realidade”. Eis a ideia lapidar, sintetizada pelo autor, que me ajudou na ligação directa e objectiva com a revista municipal.
Quem a lê, certamente, ficará com a errónea ideia que apenas o Presidente da Câmara esteve em todo o Concelho, com toda a gente, em todas as actividades municipais, das Juntas de Freguesia, das empresas, das entidades de solidariedade social, interessado e preocupado com tudo. Os outros não. Nada mais falso! A maior parte das vezes, o Presidente da Câmara passa por essas actividades, tira a foto da praxe e segue viagem, para a próxima foto…
Na última edição é aflitiva a incontrolável tentação de “apagar” os eleitos pela CDU e PSD. Apesar da sua presença em tantas ou mais actividades que o Presidente da Câmara, são “apagados” do texto e “apagados” das fotografias. Nota-se que as fotografias foram criteriosamente escolhidas, não pela sua capacidade de exprimir o que se passou, mas antes pela sua capacidade de esconder outras presenças que não a do Presidente da Câmara. Isto, meus senhores, é manipulação.
26.10.04
SMAS à deriva.
Os Serviços Municipalizados de Loures (SMAS) estão à deriva, sem rumo, sem projecto, sem objectivo.
Em poucas palavras, julgo ser possível fazer perceber o essencial do problema: Com a criação, em 1999, do Município de Odivelas, procedeu-se – de acordo com a inacreditável legislação gerada à medida para a criação e instalação de novos municípios – à divisão do Concelho de Loures. A Câmara de Loures foi desde logo privada das receitas, teve de dividir pessoal (o que gerou inúmeros problemas ainda hoje não superados), entregar património e continuar a pagar despesas por Odivelas.
Contudo, os SMAS, não foram alvo de partilhas e continuam, como antes, a prestar todos os serviços ao Município de Odivelas. O que talvez até nem fosse disparate se Odivelas pagasse efectivamente pelos serviços prestados. A verdade, é que a gestão do novo município acumulou uma brutal dívida a Loures, em especial aos serviços municipalizados. Com isso, a capacidade de investimento dos SMAS desapareceu e os problemas de índole económico-financeira emergiram.
Com o novo mandato autárquico, iniciado em 2001, os Concelhos de Loures e Odivelas ficaram a ser geridos por maiorias do mesmo partido. Seria suposto que, em tal quadro, se entendessem as comadres..., mas nada disso, Manuel Varges chantageia Carlos Teixeira e – pasme-se! – exige lugares no Conselho de Administração dos SMAS, em troca de liquidar as dívidas. Incrível, mas verdadeiro. Tão verdadeiro como o chantageado se ter deixado chantagear e tão verdadeiro como Odivelas ainda não ter pago o que deve!
Em paralelo, vêm sendo estudados “cenários de futuro” para os SMAS, pelos quais, certamente, se pagou bom dinheiro, nestes arrastados três anos. Estuda-se a privatização, estuda-se a empresarialização, estuda-se o associativismo municipal e estuda-se sabe-se lá mais o quê!?... Será que se estudou a hipótese primordial: o Concelho de Odivelas pagar o que deve a Loures e, com a recuperação financeira daí decorrente, relançar os SMAS como um prestador de serviços eficaz e operativo? Certamente modernizando, certamente melhorando os processos de trabalho, certamente qualificando e requalificando os trabalhadores, para os novos desafios.
Está ainda por descodificar, pelo menos para mim, porque é que não se procede com os SMAS, como em relação às Câmaras Municipais ? Ou seja, se se dividiu quase tudo com a criação do Município de Odivelas, porque não também os Serviços Municipalizados ?!... Dar-se-ia também lugar a muitas clarificações: exactamente quem responsabilizar pelo mau funcionamento dos serviços, pela escolha dos respectivos gestores, pelos eventuais “afundanços” económicos, pela fixação das inerentes taxas, pela privatização ou não, por quem deve o quê a quem, etc. etc.. Tudo seria mais transparente e claro.
Posso estar enganado e oxalá esteja, mas tudo indica que o clima de crescente instabilidade e incerteza vivido nos SMAS, a incapacidade de investimento, o avolumar de problemas e dívidas e a sua governação errática, casuística e sem rumo, ainda nos vão custar muito caro.
É da nossa responsabilidade, cidadãos, contribuintes e eleitores, pôr ordem no “galinheiro” se os “galos” que ocupam os “poleiros” não são capazes.
Em poucas palavras, julgo ser possível fazer perceber o essencial do problema: Com a criação, em 1999, do Município de Odivelas, procedeu-se – de acordo com a inacreditável legislação gerada à medida para a criação e instalação de novos municípios – à divisão do Concelho de Loures. A Câmara de Loures foi desde logo privada das receitas, teve de dividir pessoal (o que gerou inúmeros problemas ainda hoje não superados), entregar património e continuar a pagar despesas por Odivelas.
Contudo, os SMAS, não foram alvo de partilhas e continuam, como antes, a prestar todos os serviços ao Município de Odivelas. O que talvez até nem fosse disparate se Odivelas pagasse efectivamente pelos serviços prestados. A verdade, é que a gestão do novo município acumulou uma brutal dívida a Loures, em especial aos serviços municipalizados. Com isso, a capacidade de investimento dos SMAS desapareceu e os problemas de índole económico-financeira emergiram.
Com o novo mandato autárquico, iniciado em 2001, os Concelhos de Loures e Odivelas ficaram a ser geridos por maiorias do mesmo partido. Seria suposto que, em tal quadro, se entendessem as comadres..., mas nada disso, Manuel Varges chantageia Carlos Teixeira e – pasme-se! – exige lugares no Conselho de Administração dos SMAS, em troca de liquidar as dívidas. Incrível, mas verdadeiro. Tão verdadeiro como o chantageado se ter deixado chantagear e tão verdadeiro como Odivelas ainda não ter pago o que deve!
Em paralelo, vêm sendo estudados “cenários de futuro” para os SMAS, pelos quais, certamente, se pagou bom dinheiro, nestes arrastados três anos. Estuda-se a privatização, estuda-se a empresarialização, estuda-se o associativismo municipal e estuda-se sabe-se lá mais o quê!?... Será que se estudou a hipótese primordial: o Concelho de Odivelas pagar o que deve a Loures e, com a recuperação financeira daí decorrente, relançar os SMAS como um prestador de serviços eficaz e operativo? Certamente modernizando, certamente melhorando os processos de trabalho, certamente qualificando e requalificando os trabalhadores, para os novos desafios.
Está ainda por descodificar, pelo menos para mim, porque é que não se procede com os SMAS, como em relação às Câmaras Municipais ? Ou seja, se se dividiu quase tudo com a criação do Município de Odivelas, porque não também os Serviços Municipalizados ?!... Dar-se-ia também lugar a muitas clarificações: exactamente quem responsabilizar pelo mau funcionamento dos serviços, pela escolha dos respectivos gestores, pelos eventuais “afundanços” económicos, pela fixação das inerentes taxas, pela privatização ou não, por quem deve o quê a quem, etc. etc.. Tudo seria mais transparente e claro.
Posso estar enganado e oxalá esteja, mas tudo indica que o clima de crescente instabilidade e incerteza vivido nos SMAS, a incapacidade de investimento, o avolumar de problemas e dívidas e a sua governação errática, casuística e sem rumo, ainda nos vão custar muito caro.
É da nossa responsabilidade, cidadãos, contribuintes e eleitores, pôr ordem no “galinheiro” se os “galos” que ocupam os “poleiros” não são capazes.
18.10.04
Onde está o PDM ?
A vitória do PS no Concelho de Loures na eleição da Câmara Municipal em 2001, teve já consequências difíceis de imaginar (e, pior, impossíveis de recuperar). A prometida “mudança”, é um facto insofismável, em especial, num domínio crucial nos nossos tempos: o planeamento do território.
Hoje, ninguém ignora que os territórios – ao contrário do que se pensou durante centenas de anos – são um bem esgotável, tal como todos os recursos naturais. O modo como ocupamos o solo, o uso que dele fazemos, a forma como fazemos a sua “exploração” social, económica, ambiental e cultural, diz muito (se não tudo) sobre quem somos, donde vimos e para onde caminhamos.
Em Loures, nos últimos 3 anos, o planeamento do território estagnou, ou para falar a verdade toda, regrediu. E regrediu fortemente, porque há esferas da vida em que não é possível recuperar o tempo perdido e mesmo a recuperação dos erros cometidos, quando possível, significa muito tempo perdido e muitos recursos desperdiçados.
O PDM, Plano Director Municipal, de Loures, cumpre agora, em 2004, os seus previstos 10 anos de vida útil. Deveria pois ser já do nosso conhecimento, deveria ter sido discutido publicamente, nos termos da lei, e deveria estar pronto a ser aprovado, o instrumento maior do planeamento municipal. Só que… não está, nem se conhecem quaisquer previsões.
Aliás, é razão para perguntar: onde está o PDM?!...
Já percebemos que no actual executivo municipal não há pensamento estratégico, nem para o território, nem para coisa nenhuma, mas se vivemos num estado de direito (e são tantos os que o invocam por razões tão prosaicas!), é de direito exigir saber porque não sabemos nada sobre o nosso PDM.
No nosso Concelho e em algumas das suas áreas mais sensíveis, é evidente um crescimento urbanístico de duvidoso interesse e qualidade e, uma desgovernada ocupação do solo, com actividades de baixo valor acrescentado, designadamente, com a desenfreada implantação de armazéns em tudo que é sítio. Das linhas de água aos terrenos agrícolas, de áreas de reserva aos bairros de génese ilegal. Tudo se vai ocupando, sem rei, nem roque, sem organização e sem planeamento.
Hoje, ninguém ignora que os territórios – ao contrário do que se pensou durante centenas de anos – são um bem esgotável, tal como todos os recursos naturais. O modo como ocupamos o solo, o uso que dele fazemos, a forma como fazemos a sua “exploração” social, económica, ambiental e cultural, diz muito (se não tudo) sobre quem somos, donde vimos e para onde caminhamos.
Em Loures, nos últimos 3 anos, o planeamento do território estagnou, ou para falar a verdade toda, regrediu. E regrediu fortemente, porque há esferas da vida em que não é possível recuperar o tempo perdido e mesmo a recuperação dos erros cometidos, quando possível, significa muito tempo perdido e muitos recursos desperdiçados.
O PDM, Plano Director Municipal, de Loures, cumpre agora, em 2004, os seus previstos 10 anos de vida útil. Deveria pois ser já do nosso conhecimento, deveria ter sido discutido publicamente, nos termos da lei, e deveria estar pronto a ser aprovado, o instrumento maior do planeamento municipal. Só que… não está, nem se conhecem quaisquer previsões.
Aliás, é razão para perguntar: onde está o PDM?!...
Já percebemos que no actual executivo municipal não há pensamento estratégico, nem para o território, nem para coisa nenhuma, mas se vivemos num estado de direito (e são tantos os que o invocam por razões tão prosaicas!), é de direito exigir saber porque não sabemos nada sobre o nosso PDM.
No nosso Concelho e em algumas das suas áreas mais sensíveis, é evidente um crescimento urbanístico de duvidoso interesse e qualidade e, uma desgovernada ocupação do solo, com actividades de baixo valor acrescentado, designadamente, com a desenfreada implantação de armazéns em tudo que é sítio. Das linhas de água aos terrenos agrícolas, de áreas de reserva aos bairros de génese ilegal. Tudo se vai ocupando, sem rei, nem roque, sem organização e sem planeamento.
9.2.04
O Presidente da Câmara em fuga.
O Presidente da Câmara Municipal de Loures fez cessar a delegação de competências nos Vereadores da CDU. Alegou “quebra de confiança”, como poderia ter alegado qualquer outra coisa. Em boa verdade, deve ter-se limitado a executar as decisões que lhe foram impostas e que aceitou que lhe fossem impostas por um PS revanchista e incompetente e, veremos no futuro, se algo mais...
O Presidente é inequivocamente cúmplice da decisão, mas mais do que isso, executou-a, não distinguindo entre o seu papel institucional e a sua fidelidade partidária. Mostrou uma inesperada faceta de fragilidade política, de dependência, de incapacidade governativa, de intolerância democrática. E dos fracos, não reza a história...
No plano político, a “quebra de confiança” só pode significar temor pelo trabalho realizado pelos Vereadores CDU. Pelo receio da sua dedicação e capacidade de trabalho. Pela certeza de que aqueles, respeitando integralmente os resultados eleitorais, aceitaram e continuaram a trabalhar em minoria, em prol dos munícipes de Loures, pelo progresso e democracia na nossa terra.
Creio pois que a “quebra de confiança” não ocorre em relação aos Vereadores CDU, mas de uma grande “quebra de confiança” do PS em si próprio. Não acreditam – e alguns com toda a razão – em si próprios, não acreditam que possam fazer o que prometeram às populações, não se sentem capazes de manter o prestígio nacional que o Concelho de Loures detinha sob a gestão CDU.
Mais, nem sequer confiam uns nos outros... Prova evidente desse seu estado de alma, intranquilo e apavorado, é a decisão tomada. O PS revanchista temeu e teme pela comparação, o PS revanchista temeu e teme pelo juízo que farão os eleitores da sua incapacidade, o PS revanchista teme as consequências de a CDU se opor à transformação do Concelho de Loures, numa espécie de Sintra de Edite ou Cascais de Judas, onde a urbanização desmedida e desregrada cresceu mais célere que os cogumelos.
E se dúvidas subsistissem sobre a fuga do PS de si próprio, se dúvidas subsistissem sobre a fragilidade do Presidente da Câmara, julgo que se acabam, com a “fuga” da sua principal promessa eleitoral: a legalização de todos os bairros clandestinos.
Era um objectivo demagógico e inatingível, mas o PS não olhou a meios para conquistar o poder. Agora que tem o poder, pouco mais fez do que o que estava feito. O Presidente da Câmara já percebeu que se atolou nas suas próprias falácias e, agora, aproveitou para fugir dos bairros clandestinos e passou a pasta a outro. Vai passar à clandestinidade ele próprio?
Mantenhamo-nos atentos, aos previsíveis novos desenvolvimentos. Por todas as razões, mas também para ver o que acontece ao Ambiente e à Habitação em Loures. É que em apenas dois anos, O PS revanchista, no poder, já acabou com a Cultura, a Educação Cívica e a Acção Social. Reduziu o Desporto a insignificância, a Saúde a ridicularia, as Actividades Económicas a encenação, o PDM a confusão, o Planeamento Estratégico a um nome.
Loures, precisa de vida e progresso. Não precisa disto!
O Presidente é inequivocamente cúmplice da decisão, mas mais do que isso, executou-a, não distinguindo entre o seu papel institucional e a sua fidelidade partidária. Mostrou uma inesperada faceta de fragilidade política, de dependência, de incapacidade governativa, de intolerância democrática. E dos fracos, não reza a história...
No plano político, a “quebra de confiança” só pode significar temor pelo trabalho realizado pelos Vereadores CDU. Pelo receio da sua dedicação e capacidade de trabalho. Pela certeza de que aqueles, respeitando integralmente os resultados eleitorais, aceitaram e continuaram a trabalhar em minoria, em prol dos munícipes de Loures, pelo progresso e democracia na nossa terra.
Creio pois que a “quebra de confiança” não ocorre em relação aos Vereadores CDU, mas de uma grande “quebra de confiança” do PS em si próprio. Não acreditam – e alguns com toda a razão – em si próprios, não acreditam que possam fazer o que prometeram às populações, não se sentem capazes de manter o prestígio nacional que o Concelho de Loures detinha sob a gestão CDU.
Mais, nem sequer confiam uns nos outros... Prova evidente desse seu estado de alma, intranquilo e apavorado, é a decisão tomada. O PS revanchista temeu e teme pela comparação, o PS revanchista temeu e teme pelo juízo que farão os eleitores da sua incapacidade, o PS revanchista teme as consequências de a CDU se opor à transformação do Concelho de Loures, numa espécie de Sintra de Edite ou Cascais de Judas, onde a urbanização desmedida e desregrada cresceu mais célere que os cogumelos.
E se dúvidas subsistissem sobre a fuga do PS de si próprio, se dúvidas subsistissem sobre a fragilidade do Presidente da Câmara, julgo que se acabam, com a “fuga” da sua principal promessa eleitoral: a legalização de todos os bairros clandestinos.
Era um objectivo demagógico e inatingível, mas o PS não olhou a meios para conquistar o poder. Agora que tem o poder, pouco mais fez do que o que estava feito. O Presidente da Câmara já percebeu que se atolou nas suas próprias falácias e, agora, aproveitou para fugir dos bairros clandestinos e passou a pasta a outro. Vai passar à clandestinidade ele próprio?
Mantenhamo-nos atentos, aos previsíveis novos desenvolvimentos. Por todas as razões, mas também para ver o que acontece ao Ambiente e à Habitação em Loures. É que em apenas dois anos, O PS revanchista, no poder, já acabou com a Cultura, a Educação Cívica e a Acção Social. Reduziu o Desporto a insignificância, a Saúde a ridicularia, as Actividades Económicas a encenação, o PDM a confusão, o Planeamento Estratégico a um nome.
Loures, precisa de vida e progresso. Não precisa disto!
28.2.98
Peixoto Sitiado !
EFEITO BOOMERANG - O PS na sequência das eleições autárquicas de 14 de Dezembro passado, montou uma larga campanha de provocação, calúnias e mentiras, lançando suspeitas sobre a genuinidade do acto eleitoral, na qual não se coibiu de participar o Governador Civil de Lisboa. Após recontagem exaustiva dos votos e recursos para o Tribunal Constitucional, eis a conclusão: nada de anormal, susceptível de influenciar os resultados eleitorais se passou, a CDU ganhou as eleições e obteve ainda mais 68 votos. O feitiço virou-se contra o feiticeiro. As únicas coisas que o PS obteve com tais manobras foram a completa evidência da sua conduta de mau perdedor e criar condições para que a CDU conquiste ainda a Presidência da Junta de Odivelas, o que parece estar eminente.
PEIXOTO SITIADO - Querendo provocar novas eleições para a Câmara Municipal, o PS quis criar a ideia, no que foi apoiado por vários orgãos da comunicação social, de que "socialistas cercam DEmétrio Alves". Afinal, a manobra do PS, serviu apenas para prejudicar a população de Odivelas e adiar a resolução de muitos problemas. Certamente revoltada com a indigna e injustificada conduta do PS, a população de Odivelas não deixará de manifestar a Vitor Peixoto e aos demais responsáveis do PS o seu repúdio, durante a repetição das eleições naquela Freguesia.
O CASO "A CAPITAL" - No decurso do Congresso dos Jornalistas ocorrido no fim de semana passado ficou a saber-se pela voz de um jornalista de A Capital, que a Directora e outras chefias daquele diário exercem censura e que obrigam os jornalistas a "fazerem fretes políticos ao Governo". Vai-se então percebendo melhor os contornos, os intervenientes e as motivações da inqualificável campanha contra Demétrio Alves e a CDU em Loures, na qual A Capital tomou parte activa. Eis matéria para uma investigação das autoridades competentes.
OS MEMBROS DAS MESAS - De toda esta encenação do PS, ressalta uma outra evidência: o profundo desrespeito com que foram mimoseados todos os cidadãos que exercendo funções em mesas de voto - que com elevado sentido de cidadania e participação democrática, garantem efectivamente a democraticidade das eleições - se viram alvo de acusções e suspeições. Muitos foram incomodados e tiveram de comparecer perante a Juíza-Presidente da Assembleia de Apuramento Geral por causa de pequenos enganos e meras irregularidades formais. O PS a isso obrigou e sabe-se hoje, que em quase todas as mesas em que se verificaram pequenos lapsos, o Presidente da mesa de voto, havia sido indicado para aquelas funções pelo próprio PS. Hoje, devem esses cidadãos estar gratos ao Partido que lhes deu aquela tarefa, pelas suspeições e vexames por que tiveram de passar.
Foram demais os prejuízos que o PS provocou ao país e em particular ao Concelho de Loures e à sua população, durante estes meses. O PS não pode passar impune e incólume, têm de lhe ser assacadas as responsabilidades devidas por tudo o que fez. Em minha opinião deve ser exemplar e democraticamente penalizado. E que daí retire as indispensáveis lições para o futuro.
in Vento Novo
17.6.95
O estranho caso das conversas de corredor

Ou porque é que o vereador-deputado-advogado-colunista corre-corre?
Este poderia bem ser o título tomado de empréstimo a um dos policiais de Erle Stanley Gardener. Uma "estória" simples e estranha, marcada pela urgência, a ansiedade, o corre-corre, o sobe e desce, o entra na sala-sai da sala; o entra proposta-sai proposta; o requisita projecto-devolve projecto; o aprova a acta-desaprova a acta, do Sr. Vereador-deputado-advogado-colunista.
Desperta-nos a atenção, porque parece ser uma "estória" que já lemos e argumento de um filme que já vimos. Para além de umas "novidades formais" e de retoques "pós-modernos" que ostenta, lembra à légua, autor(es) bem conhecido(s), que marcaram com estranhas "estórias" (quem não se lembra do "caso buraco olaio" e do "caso da urbanização do infantado" e do"caso..." e do "caso...") a década de 70 no Concelho de Loures.
Sejamos claros, em época de transparências: No momento, em que o país e a sua principal instituição política - a Assembleia da República - discutem a problemática da transparência e directa ou indirectamente (com demagogia ou sem ela) se alertam os cidadãos para a necessária visibilidade da vida pública e moralização da acção dos agentes políticos, tudo indica que em Loures, haverá quem corra contra o tempo e seja pouco transparente na sua conduta.
É que se levantam dúvidas, sobre que interesses vão sendo defendidos no frenesim processual em curso e, quando se atacam feroz e infundadamente os serviços municipais responsáveis pela gestão urbanística (logo, responsáveis por controlarem interesses imobiliários e especulativos, por autorizações de novas construções, etc., etc.).
Para já, parece não ser de admitir, que se verifiquem "conflitos de interesses", isto é, que um Sr. Vereador da Câmara Municipal, (por acaso) advogado, defenda interesses (particulares) de eventuais clientes seus. Talvez não seja também de admitir, que o financiamento das empresas aos partidos e a campanhas eleitorais milionárias, tenham alguma relação com o caso, mas...
Está ainda bem presente a gestão PS da Câmara Municipal de 1976/79 e a Comissão Administrativa, dirigida pelo mesmo partido em 1980, que deixou ao Concelho de Loures pesadíssima herança urbanística, fruto não só da sua acção incompetente, mas muito como resultado de promiscuidades entre interesses públicos e interesses privados.
Convém recordar e avisar a "navegação", porque ESSA ESTÓRIA JÁ LEMOS, ESSE FILME JÁ VIMOS, PARA ESSE PEDITÓRIO JÁ DEMOS.
in Vento Novo
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