28.2.98

Peixoto Sitiado !

EFEITO BOOMERANG - O PS na sequência das eleições autárquicas de 14 de Dezembro passado, montou uma larga campanha de provocação, calúnias e mentiras, lançando suspeitas sobre a genuinidade do acto eleitoral, na qual não se coibiu de participar o Governador Civil de Lisboa. Após recontagem exaustiva dos votos e recursos para o Tribunal Constitucional, eis a conclusão: nada de anormal, susceptível de influenciar os resultados eleitorais se passou, a CDU ganhou as eleições e obteve ainda mais 68 votos. O feitiço virou-se contra o feiticeiro. As únicas coisas que o PS obteve com tais manobras foram a completa evidência da sua conduta de mau perdedor e criar condições para que a CDU conquiste ainda a Presidência da Junta de Odivelas, o que parece estar eminente.
PEIXOTO SITIADO - Querendo provocar novas eleições para a Câmara Municipal, o PS quis criar a ideia, no que foi apoiado por vários orgãos da comunicação social, de que "socialistas cercam DEmétrio Alves". Afinal, a manobra do PS, serviu apenas para prejudicar a população de Odivelas e adiar a resolução de muitos problemas. Certamente revoltada com a indigna e injustificada conduta do PS, a população de Odivelas não deixará de manifestar a Vitor Peixoto e aos demais responsáveis do PS o seu repúdio, durante a repetição das eleições naquela Freguesia.
O CASO "A CAPITAL" - No decurso do Congresso dos Jornalistas ocorrido no fim de semana passado ficou a saber-se pela voz de um jornalista de A Capital, que a Directora e outras chefias daquele diário exercem censura e que obrigam os jornalistas a "fazerem fretes políticos ao Governo". Vai-se então percebendo melhor os contornos, os intervenientes e as motivações da inqualificável campanha contra Demétrio Alves e a CDU em Loures, na qual A Capital tomou parte activa. Eis matéria para uma investigação das autoridades competentes.
OS MEMBROS DAS MESAS - De toda esta encenação do PS, ressalta uma outra evidência: o profundo desrespeito com que foram mimoseados todos os cidadãos que exercendo funções em mesas de voto - que com elevado sentido de cidadania e participação democrática, garantem efectivamente a democraticidade das eleições - se viram alvo de acusções e suspeições. Muitos foram incomodados e tiveram de comparecer perante a Juíza-Presidente da Assembleia de Apuramento Geral por causa de pequenos enganos e meras irregularidades formais. O PS a isso obrigou e sabe-se hoje, que em quase todas as mesas em que se verificaram pequenos lapsos, o Presidente da mesa de voto, havia sido indicado para aquelas funções pelo próprio PS. Hoje, devem esses cidadãos estar gratos ao Partido que lhes deu aquela tarefa, pelas suspeições e vexames por que tiveram de passar.
Foram demais os prejuízos que o PS provocou ao país e em particular ao Concelho de Loures e à sua população, durante estes meses. O PS não pode passar impune e incólume, têm de lhe ser assacadas as responsabilidades devidas por tudo o que fez. Em minha opinião deve ser exemplar e democraticamente penalizado. E que daí retire as indispensáveis lições para o futuro.
in Vento Novo

17.6.95

O estranho caso das conversas de corredor

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Ou porque é que o vereador-deputado-advogado-colunista corre-corre?


Este poderia bem ser o título tomado de empréstimo a um dos policiais de Erle Stanley Gardener. Uma "estória" simples e estranha, marcada pela urgência, a ansiedade, o corre-corre, o sobe e desce, o entra na sala-sai da sala; o entra proposta-sai proposta; o requisita projecto-devolve projecto; o aprova a acta-desaprova a acta, do Sr. Vereador-deputado-advogado-colunista.
Desperta-nos a atenção, porque parece ser uma "estória" que já lemos e argumento de um filme que já vimos. Para além de umas "novidades formais" e de retoques "pós-modernos" que ostenta, lembra à légua, autor(es) bem conhecido(s), que marcaram com estranhas "estórias" (quem não se lembra do "caso buraco olaio" e do "caso da urbanização do infantado" e do"caso..." e do "caso...") a década de 70 no Concelho de Loures.
Sejamos claros, em época de transparências: No momento, em que o país e a sua principal instituição política - a Assembleia da República - discutem a problemática da transparência e directa ou indirectamente (com demagogia ou sem ela) se alertam os cidadãos para a necessária visibilidade da vida pública e moralização da acção dos agentes políticos, tudo indica que em Loures, haverá quem corra contra o tempo e seja pouco transparente na sua conduta.
É que se levantam dúvidas, sobre que interesses vão sendo defendidos no frenesim processual em curso e, quando se atacam feroz e infundadamente os serviços municipais responsáveis pela gestão urbanística (logo, responsáveis por controlarem interesses imobiliários e especulativos, por autorizações de novas construções, etc., etc.).
Para já, parece não ser de admitir, que se verifiquem "conflitos de interesses", isto é, que um Sr. Vereador da Câmara Municipal, (por acaso) advogado, defenda interesses (particulares) de eventuais clientes seus. Talvez não seja também de admitir, que o financiamento das empresas aos partidos e a campanhas eleitorais milionárias, tenham alguma relação com o caso, mas...
Está ainda bem presente a gestão PS da Câmara Municipal de 1976/79 e a Comissão Administrativa, dirigida pelo mesmo partido em 1980, que deixou ao Concelho de Loures pesadíssima herança urbanística, fruto não só da sua acção incompetente, mas muito como resultado de promiscuidades entre interesses públicos e interesses privados.
Convém recordar e avisar a "navegação", porque ESSA ESTÓRIA JÁ LEMOS, ESSE FILME JÁ VIMOS, PARA ESSE PEDITÓRIO JÁ DEMOS.

in Vento Novo